sexta-feira, 14 de agosto de 2009

COMO JÁ METEU O FILHO NA LISTA DE DEPUTADOS E NÃO PODE REGRESSAR `AR, DÁ O DITO POR NÃO DITO

O actual presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Carlos Encarnação, que agora termina dois mandatos à frente da autarquia, garantiu, em Outubro de 2005, que não se recandidataria a um terceiro mandato, mesmo havendo um apelo forte da população para isso.
Quatro anos depois, Encarnação é de novo candidato a Coimbra pela coligação PSD, PP e PPM nas eleições autárquicas de 11 de Outubro, apesar de, na altura, ter considerado “ridículo” aqueles que “dizem que não se recandidatam mas depois avançam.”
Em declarações ao site do Jornal Universitário de Coimbra, criticou: “Fica-lhes tão mal e eu acho tão ridículo isso. É uma falha na credibilidade dos políticos e eu não sou assim.”
Ao DN, Carlos Encarnação rejeitou que a sua credibilidade fica afectada por ser candidato pela terceira vez à CMC quando assumiu que a candidatura de 2005 era a última, “em vez de ficar anos e anos e fazer parte da mobília da câmara.”
Encarnação disse que a resposta de há quatro anos “foi retirada do contexto, porque se referia às pessoas que estavam constantemente a dizer que sim e que não.” Por isso, esclarece, “não foi a mesma coisa” do que entretanto se verificou com a actual candidatura.
“Entendeu-se haver interesse de quem me apoiava de oferecer uma candidatura” novamente, que será obrigatoriamente a última”, devido à limitação de mandatos que entrou em vigor em 2006 e da qual Encarnação é defensor.

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