quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A QUADRATURA DO CÍRCULO

Não, não estou a referir-me a um programa de televisão com o mesmo nome, quero antes perguntar como é que se resolve um problema que tenho por intrincado. Um Partido (com P maiúsculo) quer melhores salários genéricos, melhor salário mínimo, aumento nas pensões de reforma, melhores prestações sociais, mais e mais, e diminuição geral de impostos (geral, não; os ricos devem pagar mais. O problema é que os ricos são poucos e vão-se embora). Então, como é que a "coisa" se resolve? Não sei. A não ser que os bancos privados sejam nacionalizados e os cofres abertos à população. Avisem-me quando for a hora.
Tem que haver uma melhor redistribuição da carga fiscal? Tem. Tem que diminuir o fosso entre os mais ricos e os mais pobres? Sem dúvida. Há rendimentos com taxas diminutas? Há rendimentos que escapam aos impostos? É verdade e não devia acontecer. Há demasiada fuga ao fisco? Todos o sabemos e com ele pactuamos ("com ou em factura?"). E o Fisco não é muito mais lépido perante os pequenos do que perante os grandes devedores? Basta ler os jornais. A Justiça não é justa nem equitativa? É a sensação (só?) que temos.
A chamada classe média está sobrecarregada? Está e em exagero. Não aprecio uma aparente estabilidade nas taxas de retenção de IRS quando, sistematicamente, a dedução específica vem diminuindo. É feio e desleal.
Estes e outros problemas devem ser equacionados e resolvidos. Mas sem demagogias que a nada conduzem. São meros fogachos eleitoralistas que caem bem mas não resolvem o problema de fundo.

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