O general Reynaldo Bignone, último presidente da ditadura militar da Argentina, foi condenado a 25 anos de prisão, mau grado ter feito aprovar no seu mandato a lei da amnistia.
Durante a ditadura foram mortas ou dadas como desaparecidas 30 000 pessoas, e centenas de bebés recem-nascidos eram roubados às mães, detidas, e "atribuídos" à classe dirigente. Ele próprio esteve directamente envolvido em 56 homicídios. Alegou a sua condição de militar e obediência à hierarquia e que não ficou provado que tenha havido mais do que 8 000 desaparecidos e cerca de 30 crianças sequestradas durante a ditadura. Coisa pouca, como se vê.
A justiça chegou tarde, mas chegou.
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