Cerca de 90 por cento dos licenciados em Direito que realizaram exame à Ordem dos Advogados foram excluídos.
Ou os exames versavam sobre botânica ou física quantântica, ou então os examinandos estavam mal preparados para o exercício da profissão de advogado. Vou pela última hipótese.
Sempre tive sérias reservas ao Processo de Bolonha em relação a determinados cursos superiores, que não podem preparar um bom profissional em 3 anos. E é por isso que várias Ordens instituiram os exames para o exercício da respectiva profissão.
E, também por isso, é que será (ou não?) de estranhar que uma jornalista do Público escreva que assim "apenas uma grande minoria (sublinhado meu) dos candidatos se vai poder juntar aos mais de cinco mil estagiários de advocacia".
4 comentários:
Bolonha foi a invenção de um grande negócio para as universidades e uma fraude para os alunos
Não concordo!
Ainda há-de aparecer por aí um "inteligente" a defender - e uma caterva de "inteligentes" a acenar que sim com a cabeça, porque nem sequer sabem falar - que o óptimo é os alunos sairem licenciados e a poderem exercer ao fim de dois anos... o primeiro para estudarem qualquer coisa e o segundo para passearem os livros.
Não esqueçamos que a definição de burro é "um estudante carregado de livros".
Tenho sérias reservas a cursos de Direito (bem como outros) com 3 anos de duração. Leio que a posição do bastonário da OA não é consensual, mas há outras Ordens que exigem exames para os titulares se poderem intituar como profissionais do ramo. E concordo com o anónimo: foi uma grande negócio para as escolas. Os complementos dos cursos básicos são muito bem pagos e quem quiser exercer a profissão tem que abrir a bolsa.
Não foi nada bom negócio para as universidades. Elas foram asfixiadas financeiramente, e obrigadas a limitar os anos de licenciatura, assim como a deixar entrar toda a gente nos mestrados, se quiserem compor as finanças. Os estudantes, claro, são sempre quem paga mais... Por ficarem a saber meno e a pagar mais. Também tem havido, com várias capas, despedimentos de profs-
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