terça-feira, 10 de julho de 2012

PARA MEMÓRIA FUTURA. UM PARECER DO OUTRO MUNDO.
cARLOS pINTO


O parecer que a seguir se publica resulta da transcrição manual do documento ontem consultado pelo PÚBLICO na Universidade Lusófona, podendo haver nele uma ou outra pequena divergência em relação ao original, nomeadamente a nível de pontuação, devido ao facto de a universidade não permitir que ele seja fotografado, não distribuir cópia do mesmo e permitir a consulta do processo apenas durante 30 minutos de cada vez.

O documento traduz a avaliação feita à candidatura de Miguel Relvas ao curso de Ciência Política e Relações Internacionais e foi com base nele que um dos seus autores, o director do curso, decidiu depois atribuir ao currículo apresentado por Miguel Relvas a equivalência a 32 das 36 cadeiras que constituem o plano de estudos do curso.

O parecer foi subscrito pelos professores Fernando dos Santos Neves, director do curso de Ciência Política e Relações Internacionais, que era também presidente do Conselho Científico do Departamento em que esse curso era ministrado e ainda reitor da universidade, e pelo professor José Fialho Feliciano.

Parecer

No contexto do pedido de reconhecimento e creditação de competências profissionais apresentado à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias por Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas lavra-se neste documento o parecer de apreciação de informação curricular apresentada e discutida em entrevista pelo candidato. A informação constante do currículo do candidato denota uma elevada experiência profissional que se reparte por três domínios centrais de actividade: o exercício de cargos públicos, o exercício de funções políticas e o desempenho de funções em domínios empresariais, ou de intervenção social e cultural.

A experiência do candidato estende-se ao longo de mais de duas décadas de actividades essencialmente focadas no domínio da política nacional e local, com especial incidência em diferentes aspectos da actividade da administração local e central, mas também da gestão de organizações políticas e empresariais. O currículo do candidato no domínio político destaca-se pela sua actuação no sector das organizações partidárias de juventude, onde a experiência acumulada lhe permite desde muito jovem uma participação activa nos mais relevantes palcos do debate e da discussão política nacional, nomeadamente enquanto deputado à Assembleia da República, o que lhe garantiu a aquisição de competências relevantes na área de estudo a que se candidata, Ciência Política e Relações Internacionais, nomeadamente aquelas que dizem respeito à compreensão dos quadros institucionais da actuação política e partidária em Portugal, no que diz respeito ao funcionamento dos sistemas eleitorais, funcionamento e articulação institucional de organizações político-partidárias no Portugal democrático, métodos e técnicas de análise política e domínios associados de avaliação e compreensão da função e consequências sociais do fenómeno político.

O enquadramento de actuação das organizações de juventude partidária em Portugal, e o peso relevante que as mesmas adquiriram no contexto da transição para a democracia e a integração de Portugal na Comunidade Europeia está reflectido na informação curricular apresentada, onde fica patente a ligação entre o fenómeno da politização da sociedade e a vida quotidiana, bem como a dimensão sociológica do fenómeno. O profundo envolvimento nessa realidade demonstrado pelo currículo submetido promove a aquisição de competências transversais de compreensão do papel de diferentes classes sociais e elites na modelação da sociedade onde essas organizações actuam e se desenvolvem. A experiência enunciada contribui ainda para a aquisição de competências em outra área essencial para o domínio científico a que o candidato concorre, a do marketing político.(Publico)

Alguns comentadores e muitos PSDs deviam corar de vergonha pelo que disseram de Sócrates.
Este parecer parece uma anedota de mau gosto.
Sócrates frequentou a Universidade pública 5 anos, coisa de que nunca quiseram falar. Era preciso atacar o governo e o PS para que os neoliberais avançassem e tomassem conta de tudo para desgraçar o País. O futuro que já não vem longe vai falar verdade.

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