Aquecimento é mais grave do que se previa há 20 anos
Publicado às 23.12
| foto Steven Governo / Global Imagens |
A série de verões quentes que tem ocorrido deve-se às
alterações climáticas provocadas pelo homem e a situação já é hoje pior do que
se esperava há duas décadas, alertou um cientista da NASA.
James Hansen, que dirige o Goddard Institute for Space Studies, um organismo
de investigação da NASA, a agência espacial norte-americana, escreveu
recentemente no jornal "Washington Post" que as previsões de um futuro quente
que entregou no Senado norte-americano em 1988 pecaram por defeito.
"Tenho uma confissão a fazer: fui muito otimista. As minhas previsões sobre o aumento global da temperatura provaram-se certas. Mas falhei na exploração completa de quão rápido o seu aumento iria levar a uma subida extrema da temperatura", escreveu Hansen.
Em conjunto com outros investigadores, o cientista publicou na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" uma análise das temperaturas globais ao longo das últimas seis décadas, concluindo que se verificou "um aumento impressionante da frequência de verões extremamente quentes".
Descrevendo "as ramificações profundamente problemáticas não só para o futuro como também para o presente", James Hansen disse que a análise se baseia, não em modelos ou previsões, "mas em observações reais de eventos atmosféricos e temperaturas que ocorreram".
O estudo demonstra que a temperatura global aumentou consistentemente devido ao clima quente, de cerca de 0,8 graus Celsius no século passado, e à maior frequência de acontecimentos extremos
"Tenho uma confissão a fazer: fui muito otimista. As minhas previsões sobre o aumento global da temperatura provaram-se certas. Mas falhei na exploração completa de quão rápido o seu aumento iria levar a uma subida extrema da temperatura", escreveu Hansen.
Em conjunto com outros investigadores, o cientista publicou na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" uma análise das temperaturas globais ao longo das últimas seis décadas, concluindo que se verificou "um aumento impressionante da frequência de verões extremamente quentes".
Descrevendo "as ramificações profundamente problemáticas não só para o futuro como também para o presente", James Hansen disse que a análise se baseia, não em modelos ou previsões, "mas em observações reais de eventos atmosféricos e temperaturas que ocorreram".
O estudo demonstra que a temperatura global aumentou consistentemente devido ao clima quente, de cerca de 0,8 graus Celsius no século passado, e à maior frequência de acontecimentos extremos
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