sexta-feira, 31 de agosto de 2012

ESTES REPUBLICANOS QUERIAM GANHAR A QUALQUER PREÇO-
A MENTIRA NÃO PEGOU.

EUA: As 5 mentiras de Paul Ryan na Convenção Republicana

O candidato republicano à vicepresidência dos Estados Unidos, Paul Ryan, está sob a lupa dos meios de comunicação norte-americanos, que desmontaram uma a uma as suas acusações contra o actual presidente, Barack Obama, no discurso de quarta-feira à noite na Convenção Republicana. Pelo menos cinco daquelas acusações foram denunciadas como mentiras.

Meios de comunicação como a CNN, The Washington Post, The Huffington Post, USA Today e, inclusivamente, a conservadora cadeia de televisión Fox News puseram as respectivas equipas a analisar os discursos dos conferencistas da Convenção.
Surpreendentemente, uma das críticas mais duras foi feita pela colunista Sally Kohn da cadeia de televisão Fox News – conhecida pela sua posição conservadora e tendência à direita - que disse que Ryan «ganhou o recorde mundial pelo discurso político com o maior número de descaradas mentiras e tergiversações».
Em questão de minutos analisaram os ataques contra Obama e encontraram estas cinco mentiras:
1 - Obama é o responsável pelo encerramento da fábrica da General Motors no Wisconsin. Ryan acusou Obama pelo encerramento da fábrica de automóveis onde proferiu um discurso quando era candidato em 2008, mas a verdade é que a empresa tinha fechado a fábrica um mês antes de Obama chegar à Casa Branca.
2 - O programa de saúde de Obama retira dinheiro aos mais idosos. O candidato republicano assegurou que a reforma da saúde nos EUA esgota o orçamento dos serviços de saúde, mas o administrador de Medicare disse em abril que a reforma melhora as finanças da saúde no país.
3 - Obama não segue as recomendações da comissão do défice. Ryan assinala que Obama ignorou os conselhos do grupo de congressistas dos dois partidos dos EUA, quando na realidade foi o próprio Ryan quem votou contra as suas propostas.
4 - A administração de Obama é a responsável pela perda da nota AAA das agências de notação financeira e de degradar as finanças dos Estados Unidos. O candidato a vicepresidente disse que o presidente é o responsável pelo facto de a Standard & Poor’s ter baixado a sua classificação para AA+, apesar de a agência ter responsabilizado os congressistas republicanos e democratas por não acelerarem os cortes para a redução do défice em 2011.
5 - O presidente dos EUA retirou o programa de estímulos aos trabalhadores. Ryan assegurou que Obama só beneficiou as grandes companhias com o seu programa de estímulos económicos, mas os democratas assinalam que mais de um quarto dos estímulos foram para reduzir os impostos aos trabalhadores. Analistas políticos asseguram que Ryan apoiou no Congresso a inclusão de duas grandes companhias neste programa.
Os democratas não tardaram a reagir e realizaram um vídeo em que condensam as críticas dos meios de comunicação em relação a Ryan e os resultados recolhidos pelas equipas de verificação de dados dos media.
Por seu lado, o candidato republicano à presidência dos EUA, Mitt Romney, recusou o trabalho de quem verifica os dados da sua campanha nos meios de comunicação. «Não vamos deixar que a nossa campanha seja ditada pelos verificadores de dados», afirmou.
Romney aceitou na noite passada a nomeação do seu partido com um discurso virado para a criação de empregos

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