segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Seguro à procura da abstenção no Orçamento

27 de Agosto, 2012por Manuel A. Magalhães
PS ameaça chumbar o OE-2013, mas no Rato a abstenção ainda é vista como desejável. Se a troika ajudar.António José Seguro está dependente da troika para decidir o sentido de voto dos socialistas no Orçamento do Estado (OE) para 2013.«Se houver um prolongamento do prazo, ou medidas que ajudem a suavizar o cumprimento do acordo, a abstenção no OE pode ser a hipótese mais viável», diz ao SOL um dirigente do PS. O prolongamento do prazo levaria Seguro a ‘cantar vitória’ – ele que desde 2011 defende «mais um ano» para cumprir o memorando.
Na direcção do PS, há quem veja com bons olhos a abstenção. A demarcação entre a esquerda radical (PCP e BE) e «um partido do arco do poder» afirma a individualidade dos socialistas, o único partido da esquerda com vocação de Governo. Na leitura da evolução das sondagens, o PS «não tem sido prejudicado por ter posições moderadas, muito pelo contrário», acrescenta-se.
Corte do 13.º mês não passa
O ex-dirigente socialista Rui Oliveira e Costa diz ao SOL que um aumento da carga fiscal – o muito falado corte do 13.º mês, por exemplo – pode deixar o PS sem alternativas. «Se se mantiver o objectivo de no próximo ano reduzir o défice a 3%, terá de haver um aumento de impostos. E se o próprio CDS tem dificuldades em o aceitar, não estou a ver como o PS possa viabilizar o OE», argumenta o também responsável pela empresa Eurosondagem.
«Para poder votar contra, o PS terá de conseguir provar aos portugueses que já não está em causa o memorando da troika que os socialistas assinaram. E também provar que era possível outro OE dentro do espírito do acordo com a EU e o FMI», diz Oliveira e Costa.
O PS está comprometido com o memorando, mas Seguro dá a entender que o acordo em vigor já não é o que foi assinado pelo PS. Até agora, isso tem-lhe permitido demarcar-se de medidas pontuais, viabilizando o essencial.
Esta semana chegam a Lisboa os técnicos da troika para a última avaliação antes da apresentação do Orçamento. O PS está na expectativa, tendo encontro marcado com a delegação da UE, BCE e FMI. Na agenda, está ainda uma reunião com o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, antes de o OE ser divulgado

ISTO VAI SER O PÃO NOSSO DE CADA DIA.
O PS TEM DE SER FIRME E DEFENDER PORTUGAL E OS PORTUGUESES.
EASTA DIREITA NEOLIBERAL AO SERVIÇO DOS MERCADOS FINANCEIRAS TEM DE SER CORRIDA QUANTO ANTES.
SE O PS VACILAR NÃO TERÁ PERDÃO POR MUITOS E BONS ANOS.
Carlos pinto

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