Hungria não aceita as condições do FMI
Após ter iniciado negociações com o FMI, a Hungria anunciou pela voz do seu primeiro-ministro que não vai aceitar o empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE) por não concordar com as condições impostas pelas duas instituições.
"A esse preço (...) e dessa forma, não. Não precisamos de uma garantia financeira", explicava Orban num vídeo que colocou nessa rede social, em alusão ao empréstimo de 15 mil milhões de euros que a Hungria está a negociar com o FMI e a UE.
O primeiro-ministro húngaro referenciou na sua página de facebook algumas das condições que considerou inaceitáveis. O jornal Magyar Nemzet, próximo do poder, revelou na sua edição desta quinta-feira o conjunto das condições que seriam impostos caso as negociações chegassem a bom porto.
Uma baixa de impostos, dos abonos destinados a famílias, de subvenções aos transportes e a supressão de uma taxa que incide sobre os bancos eram algumas das imposições das instituições internacionais que o governo húngaro se recusa a aceitar.
Após estas declarações de Orban que indiciam que não haverá acordo para obtenção do referido financiamento internacional, a moeda nacional, o forint, caiu brutalmente.
Em finais de julho, o Executivo húngaro considerava possível alcançar um acordo com as instituições no outono, depois de ter perdido a confiança dos investidores, necessitando de ajuda financeira.
NÃO SÃO OS PRIMEIROS E NÃO SERÃO OS ÚLTIMOS. A RECEITA DO FMI NÃO AJUDA A ECONOMIA NEM OS PAISES. ESTRANGULA-OS.
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