Por Luís Claro, publicado em 24 Set 2012 - 03:10 | Actualizado há 12 horas 4 minutos
Sociais-democratas defendem que crise política obriga a alterações
A crise política veio aumentar a pressão para Pedro Passos Coelho avançar com uma remodelação e são muitas as vozes dentro do PSD a alertar que é fundamental “refrescar” a equipa de ministros para ultrapassar o ambiente de hostilidade contra o governo.
O vice-presidente da Assembleia da República e deputado social-democrata, Guilherme Silva, defende que “as condições de governação mudaram com os últimos acontecimentos e uma eventual mexida poderia ter um efeito refrescante”. O social-democrata considera, porém, que a prioridade deve ser “a regeneração da coligação”.
Já Miguel Veiga, histórico do PSD, pensa que Passos deve mudar alguns ministros o mais cedo possível. “É fundamental uma remodelação. Devem ser eliminados nessa remodelação os elementos tóxicos do governo. Se a situação era perturbante agora é angustiante”, diz, em declarações ao i, o histórico do PSD.
Rui Machete é mais cauteloso, mas admite que “provavelmente” seria desejável remodelar. “Julgo que o governo precisa de um novo fôlego para que as equimoses resultantes desta querela se esqueçam o mais rapidamente possível”, diz ao i o ex--presidente do PSD.
A necessidade de uma remodelação é apoiada por vários ex--líderes do partido. Luís Filipe Menezes, Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes defenderam, no auge da crise, que essa é uma das formas de dar a volta à contestação. No seu comentário na TVI, Mendes – que já tinha vaticinado que só iria haver alterações no executivo nas próximas eleições autárquicas, em 2013 – defendeu que “vai ser mesmo necessário o primeiro-ministro fazer uma remodelação profunda no espaço de semanas ou a seguir ao Orçamento do Estado”. O ex-líder do PSD quer um governo “melhorado e reorientado”.
Mais surpreendentes foram as declarações de Luís Filipe Menezes. O autarca de Gaia - que é desde a primeira hora um apoiante do executivo - considerou, em entrevista à SIC Notícias, que “face a este novo ciclo, em que é preciso enfrentar os portugueses de outra forma, era interessante e importante refrescar e remodelar o governo a seguir ao Orçamento do Estado”.
O clima de tensão gerado pela crise política também levou o insuspeito Ângelo Correia a defender que é “inevitável” mudar alguns ministros.
Não é só no interior do PSD que ganha força a ideia de que é indispensável mexer no governo. Os ministros do CDS e alguns do PSD - como Aguiar Branco ou Paula Teixeira da Cruz - têm defendido em privado, de acordo com o semanário “Expresso”, que o desgaste do executivo deve levar Passos a mudar alguns ministros o mais depressa possível.
O primeiro-ministro, em entrevista à RTP, não abriu o jogo, mas garantiu que “se não estivesse satisfeito com a orgânica” do governo já a teria alterado.
A dimensão de alguns ministérios é contestada por alguns sociais-democratas desde cedo. António Capucho já aconselhou o primeiro-ministro a partir ao meio os ministérios de Álvaro Santos Pereira, Assunção Cristas e Miguel Relvas. E o ex-vice--presidente do partido Macário Correia admite que “alguns são demasiado grandes para serem eficazes”.
O ministro dos Assuntos Parlamentares - que tem em mãos importantes reformas como a privatização da RTP - também tem sido contestado dentro do partido. “Se calhar se ele tivesse ido embora tinha ajudado o primeiro-ministro. Está um bocadinho morto”, diz o ex-ministro das Finanças Miguel Beleza, defendendo, porém, que “o problema do governo não está nos ministros”.
Marcelo Rebelo de Sousa disse logo em Maio - em plena polémica sobre o caso das secretas - que se ficasse no governo, Relvas seria um ministro “semimorto”. “Está provado que teria sido melhor Miguel Relvas ter ficado apenas como secretário-geral do PSD”, acrescentou o ex-líder do partido.
Relvas não é o único ministro debaixo de fogo. Álvaro Santos Pereira é questionado há muito tempo e Ângelo Correia não o poupou numa entrevista que deu à SIC-Notícias há menos de uma semana: “Não percebo a política económica deste governo. Talvez ele a tenha, talvez vagueie nos corredores da Travessa da Horta Seca (ministério da Economia), mas para o país, para os operadores económicos, ela não é clara”.
Outro dos graves problemas do governo, apontado pelos sociais-democratas, é a comunicação política. Uma falha detectada há muito, mas que a comunicação ao país do primeiro- -ministro - a anunciar novas medidas de austeridade - tornou mais visível do que nunca.
E AINDA ALGUNS PATARATAS NO PSD QUE VÊM FALAR DE PEIXES DE AQUARIO?
Estão de cabeça perdida.
Já toda a gente percebeu que este governou faliu. Não há TROYA que lhe valha.
A coligação é oportunista e ja´se desfez.
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