quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) rejeitam que o erro das previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) em relação ao impacto da austeridade no crescimento possa servir de argumento para abrandar a consolidação orçamental em países como Portugal. Enquanto Bruxelas assume uma postura intransigente, Frankfurt sublinha que o processo de ajustamento já está a ser feito com flexibilidade.
Para as outras duas entidades que compõem a troika (juntamente com o FMI), a forma como os programas de ajustamento estão a ser aplicados tem em conta a realidade económica dos países e o contexto em que estes se encontram e tem igualmente um elemento de flexibilidade com provas dadas: o exemplo, é o ano suplementar já concedido a Portugal para reduzir o défice.
Estas posições foram veiculadas ao longo da última semana na imprensa. Contactado pelo Expresso, o serviço de imprensa do BCE remeteu para declarações feitas por Vítor Constâncio à MNI, uma agência de notícias financeiras, em Tóquio, à margem da reunião do FMI na capital japonesa, no dia 12 de Outubro.

Cuidado com a análise aos dados do FMI


Aí, o vice-presidente do BCE afirmou que os novos dados do FMI "devem ser analisados cuidadosamente" e, em relação aos programas de ajustamento curso, salientou que é preciso "observar de forma contínua os resultados e fazer as adaptações necessárias para garantir o seu êxito".
De acordo com o texto da referida agência, Constâncio declarou que, no passado, as autoridades políticas demonstraram a flexibilidade necessária ao adiar por um ano as metas orçamentais de Portugal e Espanha, acrescentando que é essencial manter essa flexibilidade no futuro.
Questionado sobre se o impacto negativo da austeridade no crescimento pode fazer com que a condicionalidade dos futuros programas de ajustamento seja transferida dos cortes orçamentais para as reformas estruturais, Constâncio empurrou para Bruxelas: "a principal responsabilidade cabe à Comissão, que tem a competência legal de negociar estes programas".

Um artigo que passou despercebido


Em Bruxelas, o porta-voz do comissário responsável pelos assuntos económicos e monetários remeteu o Expresso para um artigo de opinião publicado no Wall Street Journal, no dia 13 de Outubro, no qual Olli Rehn efectua uma análise mais detalhada e intransigente do relatório do FMI.
No texto, Rehn afirma que para um país sob programa de ajustamento, como Portugal, "abandonar ou inverter a sua política de consolidação orçamental" é uma "tentação ilusória", em relação à qual se deve ser "profundamente desconfiado".
O comissário do euro recorre igualmente ao exemplo do ano suplementar dado a Portugal e Espanha para reduzir o défice para argumentar que o Pacto de Estabilidade e Crescimento do euro "pode adaptar o ajustamento orçamental acordado para um país se a situação económica assim o pedir". E continua a explanar argumentos para "desmascarar o mito prejudicial" de que os governos europeus estão a aplicar "duras medidas de austeridade de forma cega", sob o olhar de uma Comissão Europeia "obcecada em implementar metas do défice nominal escolhidas de forma arbitrária".

O caminho é este


O comissário finlandês admite que a consolidação orçamental possa ter um efeito negativo no crescimento a curto prazo e reconhece que o estudo do FMI "merece ser analisado", mas avisa que se deve ser "cauteloso quanto a retirar conclusões demasiado depressa".
Além do impacto dos "multiplicadores orçamentais", que considera discutível, para o responsável comunitário há outros factores a prejudicar o crescimento económico, como por exemplo a total perda de acesso aos mercados ou a queda da confiança dos consumidores e investidores.
E conclui que "a consolidação orçamental, efectuada a um ritmo apropriado para cada país, deve permanecer como um elemento central" da política económica da Europa: "Agora não é o momento de nos afastarmos de políticas que conduziram a esta melhoria (nos défices e dívidas dos países da zona euro) e que estão a contribuir para um regresso gradual da confiança na zona euro".


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/abrandar-austeridade-e-tentacao-ilusoria=f761092#ixzz29fl9HRgb

A CARTILHA É A MESMA. DIZEM E DESDIZEM EM OBEDIÊNCIA CEGA À SENHORA MERKEL.
A ALEMANHA NÃO É DONA DA EUROPA NEM PARA LÁ CAMINHA.
QUERER RESOLVER O PROBLEMA EUROPEU COM MEDIDAS DE AUSTERIDADE, SÓ DE LOUCOS.
OLHAR SÓ PARA O DÉFICE SÓ DE TOLOS.
HÁ MAIS VIDA PARA ALÉM DO DÉFICE. É PRECISO OUTRAS POLITICAS E OUTRO MODELO ECONOMICO. ESTE ESGOTOU-SE E JÁ DEU PROVAS DE QUE NÃO SERVE.
Carlos Pinto

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