quarta-feira, 3 de outubro de 2012

DO LIVRO "ESTAREMOS TODOS FALIDOS DENTRO DE DEZ ANOS?"
DIVIDA PUBLICA A ULTIMA OPORTUNIDADE.
Da ALETHEIA Editores um livro de Jacques Atalli, Economista, professor, escritor, membro honorário do Conselho de Estado Frances entre 1981 e 1991.
Fundador e 1º. Presidente do Banco Europeu para Reconstrução e esenvolvimento em Londres entre 1991 e 1993.

Para os que quiseram aprofundar esta novela da divida soberana e como funciona e desde quando, nada melhor do que ler este livro. Vou publicando algumas partes.

"Em França a fim de poder continuar a importar capitais, o devedor soberano proibe-se a si próprio, em conformidade com uma leide 3 de Janeiro de 1973, dde financiar o défice orçamental através de recursos à cunhagem de notas. Em 1981 e a fim de financiar o défice orçamental que regressa timidamente, o Estado tenta obter recursos a mais longo prazo. em Março de 1983, na sequência de uma crise do comércio externo, absorvida por uma eficaz redução das despesas públicas, o Estado francês consegue convencer os aforradores estrangeiros a adquirirem obrigações renováveis do Tesouro. Em 1985, o Estado emite obrigações públicas no valor de 300 mil milhões de francos graças a uma série de inovações financeiras, como as obrigações convertíveis, os empréstimos de cupão único, os empréstimos combinados e os empréstimos de pagamento escalonado, que melhoram
a situação de liquidez, de risco, de remuneração e de modo de amortização dos empréstimos do Tesouro. Deste modo - fato rarissimo na história - desta vez, a crise das finanças exteriores não degenerou em crise das finanças públicas. Assim, até meados da década de 1990e graças à inflação, a dívida pública dos países desenvolvidos continua a ser reduzida e financiada sem grandes dificuldades por numerosos instrumentos financeiros recentemente introduzidos , nomeadamente a titularização, que agrupa os títulos da dívida e permite que ela seja financiada por todos os aforradores do mundo. Em 1990, as dívidas públicas francesas e inglesa ainda representam apenas 35% do PIB; e aprópria dívida americana, que entre 1947 e 1997 aumenta 1.200% em termos nominais, baixa 50 pontos em percentagem do PIB, sendo reduzida de 96% para 46%.
Mas o risco soberano dos países desenvolvidos começa a exibir falhas. O primeiro alerta ocorre no Japão, em 1992, o ano em que a explosão do bolha imobiliária conduz à explosão da dívida pública e paralisa o sector bancário. Segue-se a Suécia, em 1993, altura em que uma crise das finanças privadas e públicas, agravada pelo impacto da reunificação alemã sobre as taxas de juro, leva o governo de Estocolmo a introduzir, com o apoio dos parceiros sociais, grandes cortes nas despesas públicas e a nacionalisar provisoriamente a maior parte dos bancos - um plano que foi coroado de sucesso. Da mesma maneira em 1995, a dívida pública canadiana, que ia nos 100% do PIB, é draticamente reduzida através de uma redução em 20% das despesas públicas num período de 3 anos.
Entretanto, a despesa privada das famílias americanas passa de 46% do PIB para 98% no final de 2007, porque os bancos emprestam até cinquenta vezes os fundos de que dispõem, transferindo os riscos para fora do balanço através do obscuro mercado da titularização; graças a uma baixa em força das taxas de juro, em particular a ppartir de 2001, as dívidas públicas e privada podem crescer sem terem demasiado peso no orçamento dos mais pobres. O crescimento faz o resto.
O mesmo se passa na Europa. Ma Grã-Bretanha os salários baixam em termos reais a partir de 1998, e a dívida das famílias explode, passando em 30 anos, de 20% para 80% do PIB. Em seguida, a dívida pública começa a aumentar para compensar a dívida privada, que atinge o limite. Em França, a dívida pública, mais elevada do que a dívida privada, começa a aumentar a partir de 1993, alcançando os 58% em 1998 e os 63% em 2007. O mesmo se passa no Japão, que nunca recuperou da explosão do bolha de 1990, e cuja dívida pública continuou a crescer desde então sem que a economia recuperasse.
Ninguém quer reconhecer que os montantes em jogoaumentam, que os países do Sul estão cada vez mais endividados, que as moratórias são cada vez mais frequentes, que o fraco crescimento dos países do Norte se deve exclusivamente  ao crescimento das respectivas dividas, que o G7 não passsa de um tigre de papel, e que já niinguém conseguirá escapar a uma crise da dívida proveniente de outro sítio qualquer."

E ASSIM VAI O MUNDO EM QUE VIVEMOS. ENGANAM-NOS TODOS DIAS.

ESTE LIVRO FOI ESCRITO EM 2010.           

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