segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Entrevista

“Não está a ser possível trazer este Governo ao ‘Prós e Contras’”

    
 
Com 25 anos de carreira, admite que nunca foi tão difícil o frente-a-frente de ministros e sociedade.
Jornalista da televisão pública há 25 anos, conduz o programa de debate ‘Prós e Contras' há dez. Nunca conheceu outro empregador mas, mesmo que saia da RTP, garante que vai defender o serviço público. Amanhã estreia-se num novo formato. "Última palavra" arranca às 23h, na RTP Informação.
Está na RTP há 25 anos, o "Prós e Contras" fez dez.
15 anos foram passados nos telejornais. Uma carreira é feita por fases, tem de ser diversificada. Já fiz telejornais, entrevistas, debate, grande reportagem. Gosto do debate e gosto da intimidade de algumas entrevistas. Mas reconheço que sou uma mulher de estúdio, fui canalizada para o estúdio logo no início da minha carreira. O estúdio é também um palco, onde estão actores diferentes e em que é preciso encontrar uma estratégia. O estúdio exige do jornalista algum trabalho de desempenho. É preciso colocar nos seus lugares as pessoas e orquestrar o debate. O ‘Prós e Contras' extravasa o mero contraditório.

A Fátima escolhe os temas?
Sim, sou coordenadora desta equipa. É preciso, em primeiro lugar, ter a noção do pulsar da sociedade a cada momento; escolher um tema significa arriscar alguma coisa, por isso este debate não vive de comentadores avençados. Vive sempre de fazer a diferença, de pessoas novas, com outra visão.
Mas as agendas política e económica dominam?
O que marca hoje a grande diferença é que há uns anos era possível trazer os poderes - especialmente o político - e a sociedade, frente-a-frente. Hoje não está a ser possível. Não é fácil trazer políticos ao ‘Prós e Contras'. Foi, até há pouco tempo, mas actualmente está a ser difícil, se não impossível

PORQUE SERÁ?

1 comentário:

R. da Cunha disse...

Se já nem à rua saem...