“Portugal cortou 13,8 mil milhões na despesa em três anos”
Maria Teixeira Alves e Maria Ana Barroso|
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Fernando Ulrich defendeu o Ministro das Finanças e lembrou que tem sido feito um ajustamento enorme do lado da despesa pública.
Sem papas na língua o Presidente do BPI, Fernando Ulrich, aproveitou a conferência de imprensa de apresentação de resultados para contradizer a opinião dominante de que o Orçamento de Estado para 2013 é mau porque não corta a despesa pública. "A despesa primária (sem juros) caiu 13,8 mil milhões de euros em três anos até 2012, o que é uma brutalidade em qualquer parte do mundo", diz.
Partilha da opinião que este orçamento vai matar a economia, porque corta o défice com um brutal aumento de impostos e não corta na despesa?
Era bom que, antes de falarem, as pessoas soubessem minimamente do que estão a falar. Tem sido feito um ajustamento enorme do lado da despesa pública. A despesa primária (sem juros) caiu 13,8 mil milhões de euros em três anos até 2012 (para 68,6 mil milhões, o que representa 41,4% do PIB), o que é uma brutalidade em qualquer parte do mundo. E em 2013 sobe para 71 mil milhões em grande parte devido à decisão do Tribunal Constitucional que obrigou a repor a despesa. Mesmo assim, entre 2010 e 2013 houve um corte de 11,5 mil milhões na despesa do Estado, sem os juros da dívida. O défice, sem medidas extraordinárias, baixou desde 2009 (altura em que era 17 mil milhões e pesava 10,2% do PIB) para 10 mil milhões em 2012 e prevê-se que seja 7,5 mil milhões em 2013. Se daqui excluirmos os juros da dívida verificamos que, desde 2009, Portugal cortou 9,4 mil milhões ao défice. Ignorar esta evolução é uma ofensa para os 10,5 milhões de portugueses, além de ser uma demonstração de ignorância.
Mas a dívida pública continua a crescer...
Muito falta fazer mas o que foi feito é notável. A dívida vai demorar anos a resolver. Desde 2006 (último ano em que dívida pública ficou perto de respeitar o Tratado de Maastrich) a dívida pública disparou para 119,1% em 2012 e prevê-se que atinja 123,7% em 2013. Isto não é apenas o resultado de défices acumulados é também devido à reclassificação de dívida que trouxe para o perímetro de consolidação dívidas públicas que estavam fora. Mas só foi possível chegar a estes níveis de endividamento porque as instituições europeias foram coniventes com os processos de desorçamentação feitos nos passado e que estão a corrigir.
Concorda com estes impostos?
Não é possível fazer este ajustamento em tão pouco tempo sem ser pela via fiscal. Lembro que quando se corta na despesa do Estado se está a cortar na receita de alguém. Há sempre alguém afectado. O ajustamento feito através de impostos progressivos como o IRS é mais equitativo do que as outras medidas anteriores
É PRECISO LER BEM ESTAS DECLARAÇÕES PARA ANALISAR COMO SE CHEGOU ATÉ AQUI.
E JÁ AGORA CONTINUO À ESPERA QUE O PS FAÇA O BALANÇO DESDE 1980.
quando se diz que ulrich defende ministro das finanças ou leram mal ou não sabem interpretar.
O PRESIDENTE DO BPI É DOS COMENTADORES POLÍTICOS MAIS ACTIVOS ULTIMMAMENTE. DEVIA PREOCUPAR-SE COM A GESTÃO DO BANCO QUE É PARA ISSO QUE LHE PACAM PRINCEPESCAMENTE.
QUANDO UM BANQUEIRO SENTE NECESSIDADE DE FAZER POLÍTICA ALGUMA COISA VAI MAL.
Sem papas na língua o Presidente do BPI, Fernando Ulrich, aproveitou a conferência de imprensa de apresentação de resultados para contradizer a opinião dominante de que o Orçamento de Estado para 2013 é mau porque não corta a despesa pública. "A despesa primária (sem juros) caiu 13,8 mil milhões de euros em três anos até 2012, o que é uma brutalidade em qualquer parte do mundo", diz.
Partilha da opinião que este orçamento vai matar a economia, porque corta o défice com um brutal aumento de impostos e não corta na despesa?
Era bom que, antes de falarem, as pessoas soubessem minimamente do que estão a falar. Tem sido feito um ajustamento enorme do lado da despesa pública. A despesa primária (sem juros) caiu 13,8 mil milhões de euros em três anos até 2012 (para 68,6 mil milhões, o que representa 41,4% do PIB), o que é uma brutalidade em qualquer parte do mundo. E em 2013 sobe para 71 mil milhões em grande parte devido à decisão do Tribunal Constitucional que obrigou a repor a despesa. Mesmo assim, entre 2010 e 2013 houve um corte de 11,5 mil milhões na despesa do Estado, sem os juros da dívida. O défice, sem medidas extraordinárias, baixou desde 2009 (altura em que era 17 mil milhões e pesava 10,2% do PIB) para 10 mil milhões em 2012 e prevê-se que seja 7,5 mil milhões em 2013. Se daqui excluirmos os juros da dívida verificamos que, desde 2009, Portugal cortou 9,4 mil milhões ao défice. Ignorar esta evolução é uma ofensa para os 10,5 milhões de portugueses, além de ser uma demonstração de ignorância.
Mas a dívida pública continua a crescer...
Muito falta fazer mas o que foi feito é notável. A dívida vai demorar anos a resolver. Desde 2006 (último ano em que dívida pública ficou perto de respeitar o Tratado de Maastrich) a dívida pública disparou para 119,1% em 2012 e prevê-se que atinja 123,7% em 2013. Isto não é apenas o resultado de défices acumulados é também devido à reclassificação de dívida que trouxe para o perímetro de consolidação dívidas públicas que estavam fora. Mas só foi possível chegar a estes níveis de endividamento porque as instituições europeias foram coniventes com os processos de desorçamentação feitos nos passado e que estão a corrigir.
Concorda com estes impostos?
Não é possível fazer este ajustamento em tão pouco tempo sem ser pela via fiscal. Lembro que quando se corta na despesa do Estado se está a cortar na receita de alguém. Há sempre alguém afectado. O ajustamento feito através de impostos progressivos como o IRS é mais equitativo do que as outras medidas anteriores
É PRECISO LER BEM ESTAS DECLARAÇÕES PARA ANALISAR COMO SE CHEGOU ATÉ AQUI.
E JÁ AGORA CONTINUO À ESPERA QUE O PS FAÇA O BALANÇO DESDE 1980.
quando se diz que ulrich defende ministro das finanças ou leram mal ou não sabem interpretar.
O PRESIDENTE DO BPI É DOS COMENTADORES POLÍTICOS MAIS ACTIVOS ULTIMMAMENTE. DEVIA PREOCUPAR-SE COM A GESTÃO DO BANCO QUE É PARA ISSO QUE LHE PACAM PRINCEPESCAMENTE.
QUANDO UM BANQUEIRO SENTE NECESSIDADE DE FAZER POLÍTICA ALGUMA COISA VAI MAL.
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