"Passos foi à Europa mas entrou mudo e saiu calado”, acusa Seguro 
20.10.2012 - 20:35 Por Maria Lopes
António José Seguro acusou este sábado o primeiro-ministro de não defender os interesses dos portugueses por ter “entrado mudo e saído calado” do Conselho Europeu.
“Esta semana demonstrou a impreparação e o desconforto do primeiro-ministro em defender os interesses dos portugueses”, afirmou o líder socialista no discurso final da convenção autárquica do PS, que este sábado se realizou em Felgueiras.
“Os primeiros-ministros de Espanha e da Grécia foram ao Conselho Europeu lutar pelos seus países. Mas o primeiro-ministro português não teve uma única palavra para defender os interesses dos portugueses”, acusou Seguro. Passos Coelho “entrou mudo e saiu calado sobre o país”. E se era para isso, “mais valia ter mandado um director-geral”, criticou o líder socialista, realçando ter tido a estratégia oposta, ao ir a França reunir com François Hollande e a Berlim, com o líder da oposição alemão.
Seguro diz ter sensibilizado ambos para o facto de os portugueses quererem e se estarem a esforçar para “pagar a dívida até ao último cêntimo”. Mas que precisam de mais tempo para consolidar as contas públicas. Porque se a “dose é de cavalo, estamos a matar a economia, a sufocar as pessoas, a atirá-las e às empresas para a miséria”.
“Esta semana provou que o primeiro-ministro não tem mão no Governo, não tem rumo para Portugal nem voz na Europa e teima no caminho errado para enfrentar a crise”, fez questão de vincar António José Seguro. Sobre as crises no Governo, o líder socialista lembrou que Passos Coelho garantiu ao Conselho de Estado que a coligação já estava bem de saúde, mas já esta semana os conflitos internos agudizaram-se devido às propostas do Orçamento do Estado.
Um orçamento que “é uma autêntica bomba atómica fiscal, irrealista e em que já ninguém acredita – a começar pelos membros do Governo”, classificou Seguro. Governo que, de acordo com o líder socialista, está novamente em crise, com “ataques” entre os seus membros “que em vez de arranjarem medidas para enfrentar a crise, estão mais entretidos em entrar em conflito com o ministro do lado ou com o ministro dos Negócios Estrangeiros”.
A "triste figura" de Passos e Portas
As contradições entre Passos Coelho e Paulo Portas e as crises na coligação fazem com que o chefe do Governo e o ministro andem a fazer “triste figura”, considerou António José Seguro, para quem o próprio Governo é “a principal causa da instabilidade do país”. “A pergunta que cada português faz é a seguinte: se eles não acreditam um no outro como é que Portugal há-de acreditar neles?”
A falta de rumo do Governo vê-se nos episódios em que Passos Coelho apresenta propostas à segunda-feira, as retira à terça, anuncia novas medidas à quarta que caem à quinta, e à sexta-feira já são outras diferentes, enumerou o líder socialista. Porém, todas elas seguem a mesma receita – a da austeridade.
Seguro acredita que “há um outro horizonte para o país”, ainda que admita que “a margem é estreita e curta”. A alternativa é “conciliar a disciplina e o rigor orçamental com a prioridade ao emprego, mas tem que ser encontrada a nível europeu e nacional”. Para isso enumerou algumas propostas socialistas para aproveitar cerca de 11 mil milhões de euros em fundos europeus para dinamizar o tecido económico, a par da redução dos custos energéticos, da criação de um banco público de fomento e desenvolvimento, do empréstimo de fundos europeus ao Estado português através do Banco Europeu de Investimento e do alargamento do prazo de pagamento da dívida e redução dos juros.
NA MINHA TERRA DIZ-SE:"FOI FAZER FIGURA DE URSO" E COLOCAR-SE AO LADO DE MERKEL NA FOTO DE FAMILIA.
“Os primeiros-ministros de Espanha e da Grécia foram ao Conselho Europeu lutar pelos seus países. Mas o primeiro-ministro português não teve uma única palavra para defender os interesses dos portugueses”, acusou Seguro. Passos Coelho “entrou mudo e saiu calado sobre o país”. E se era para isso, “mais valia ter mandado um director-geral”, criticou o líder socialista, realçando ter tido a estratégia oposta, ao ir a França reunir com François Hollande e a Berlim, com o líder da oposição alemão.
Seguro diz ter sensibilizado ambos para o facto de os portugueses quererem e se estarem a esforçar para “pagar a dívida até ao último cêntimo”. Mas que precisam de mais tempo para consolidar as contas públicas. Porque se a “dose é de cavalo, estamos a matar a economia, a sufocar as pessoas, a atirá-las e às empresas para a miséria”.
“Esta semana provou que o primeiro-ministro não tem mão no Governo, não tem rumo para Portugal nem voz na Europa e teima no caminho errado para enfrentar a crise”, fez questão de vincar António José Seguro. Sobre as crises no Governo, o líder socialista lembrou que Passos Coelho garantiu ao Conselho de Estado que a coligação já estava bem de saúde, mas já esta semana os conflitos internos agudizaram-se devido às propostas do Orçamento do Estado.
Um orçamento que “é uma autêntica bomba atómica fiscal, irrealista e em que já ninguém acredita – a começar pelos membros do Governo”, classificou Seguro. Governo que, de acordo com o líder socialista, está novamente em crise, com “ataques” entre os seus membros “que em vez de arranjarem medidas para enfrentar a crise, estão mais entretidos em entrar em conflito com o ministro do lado ou com o ministro dos Negócios Estrangeiros”.
A "triste figura" de Passos e Portas
As contradições entre Passos Coelho e Paulo Portas e as crises na coligação fazem com que o chefe do Governo e o ministro andem a fazer “triste figura”, considerou António José Seguro, para quem o próprio Governo é “a principal causa da instabilidade do país”. “A pergunta que cada português faz é a seguinte: se eles não acreditam um no outro como é que Portugal há-de acreditar neles?”
A falta de rumo do Governo vê-se nos episódios em que Passos Coelho apresenta propostas à segunda-feira, as retira à terça, anuncia novas medidas à quarta que caem à quinta, e à sexta-feira já são outras diferentes, enumerou o líder socialista. Porém, todas elas seguem a mesma receita – a da austeridade.
Seguro acredita que “há um outro horizonte para o país”, ainda que admita que “a margem é estreita e curta”. A alternativa é “conciliar a disciplina e o rigor orçamental com a prioridade ao emprego, mas tem que ser encontrada a nível europeu e nacional”. Para isso enumerou algumas propostas socialistas para aproveitar cerca de 11 mil milhões de euros em fundos europeus para dinamizar o tecido económico, a par da redução dos custos energéticos, da criação de um banco público de fomento e desenvolvimento, do empréstimo de fundos europeus ao Estado português através do Banco Europeu de Investimento e do alargamento do prazo de pagamento da dívida e redução dos juros.
NA MINHA TERRA DIZ-SE:"FOI FAZER FIGURA DE URSO" E COLOCAR-SE AO LADO DE MERKEL NA FOTO DE FAMILIA.
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