quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O dinheiro que hoje temos para gastar é inferior ao que tínhamos há 12 anos. As famílias estão a ver o seu nível de vida a recuar anos: primeiro, devido à crise mundial, que estalou em 2008, e, mais recentemente, a queda acentuou-se, com o pedido de ajuda externa em 2011.

De acordo com os dados da Pordata e do Instituto Nacional de Estatística (INE), nessa altura, um agregado familiar tinha, em média, 2.111 euros em rendimento disponível, depois de descontados os impostos, dividido por 14 salários anuais.

Desde esse ano, as quebras foram mais frequentes que os aumentos, contrariando o aumento da inflação, com excepção nos anos em que o Governo de José Sócrates subiu os salários da Função Pública. Essa medida levou a que, em 2010, cada família tivesse, em média, 2.188 euros para gastar por mês, mais 77 euros que dez anos antes. Mas foi sol de pouca dura.

Em 2011, ano em que a “troika” entra em Portugal, há registo de nova queda, acentuada: de 2.188 para 2.055 euros. De um ano para o outro, os portugueses perderam, pelo menos, 133 euros mensais.

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