O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva,
escreveu uma carta ao primeiro-ministro, acusando-o de desgastar a concertação
social. A propósito da Taxa Social Única (TSU), o patrão dos patrões disse à TSF
que espera que o assunto não esteja fechado.
Isto depois de ter sido
conhecido, na segunda-feira, que Bruxelas aprovou, ainda na semana passa, as
alternativas à TSU, o que causou surpresa ao líder do PS e aos parceiros
sociais, que não foram consultados para a proposta final do
Executivo.
António Saraiva quer acreditar que o que está em causa é uma
validação prévia, não factos consumados. E espera que o Governo partilhe essas
propostas e negoceie ainda com os parceiros para se encontrar um consenso final
sobre esta matéria.
«Não tenho conhecimento. Penso que o que o Governo
fez foi uma pré-consulta» para perceber se esse poderia ser o caminho, afirmou,
em declarações à TSF.
Agora, se o Governo apresentar aos parceiros um
pacote fechado, o cenário é outro. «O Governo comprometeu-se a discutir um novo
figurino de redução da TSU. Ainda não nos comunicou». «Não seria a primeira vez»
que parceiros sociais seriam confrontados factos consumados, lembrou Saraiva,
mas espera que não seja esse o caso, porque, caso contrário, merecerá reflexão.
Já na carta que enviou a Passos Coelho, e que é citada pelo «Diário
Económico», António Saraiva disse que o chefe de Governo revela uma leitura
«pouco atenta» da vida das empresas, «desgasta» e não dá o valor devido à
concertação social.
A forma como o aumento da TSU para os trabalhadores
foi comunicada é criticada pelo líder da CIP, já que o primeiro-ministro disse
que a contrapartida da descida dos descontos das empresas era
essa.
«Resultou claro que os impactos deste anúncio, feito desta maneira,
seriam muito sensíveis no domínio dos equilíbrios sociais que há que, a todo o
custo, preservar, sob pena de, não o conseguindo, comprometer seriamente o
processo de ajustamento».
A surpresa do primeiro-ministro quanto à reação
dos empresários à medida preocupa António Saraiva: «Essa surpresa advém de uma
leitura pouco atenta da realidade empresarial».
A CIP exige, na mesma
carta, que a redução da TSU para as empresas vá avante e quer que Passos Coelho
explique as contrapartidas.
DURÃO BARROSO FINTOU PASSOS COELHO E ANTECIPOU-SE.
PASSOS CONTINUA A MENTIR AOS PORTUGUESES.
E O PR CONTINUA CALADO.
É O QUE TEMOS.
Carlos Pinto
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