quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

TEODORA CARDOSO E A TROIKA



A presidente do Conselho das Finanças Públicas entende que é preciso saber bater o pé aos credores internacionais com as medidas não são as melhores para o país.
«É uma coisa que detesto: fazer-se porque a troika mandou. Temos de perceber e discutir com a troika quando acharmos que o que nos estão a dizer para fazer não é o melhor para fazermos», explicou Teodora Cardoso.
Em declarações à TSF, a economista defendeu ainda que o melhor para Portugal não é querer medidas iguais às da Grécia, porque as decisões tomadas para Atenas são para um país fora de controlo.
«É muito discutível até que ponto são benéficas para a própria Grécia, porque, no fundo, quando há medidas de favor, porque a situação está incontrolável, essas medidas não são benéficas para o país», lembrou.
A economista, que frisou que não vivemos uma situação semelhante à da Grécia, lembrou que Portugal «conseguirá melhorar as taxas de juro da dívida e os prazos tanto mais quanto melhor conseguirmos consolidar as finanças públicas e a administração pública e gerir bem a dívida pública».
«Por isso, vamos chegar lá de uma maneira segura e duradoura. Doutra maneira, andamos a discutir como meninos da escola. Não é o caminho», acrescentou.
Teodora Cardoso considerou ainda que Portugal se «preocupa demasiado» com a troika, que «não vai resolver os nossos problemas», uma vez que, na sua opinião, será Portugal a ter de os resolver.
Para fevereiro, altura em que o Governo vai anunciar medidas para a reforma do Estado, a economista espera que o Executivo pense que «não é pela via das medidas pontuais de curto prazo que vai resolver problemas que existem há muito tempo e que vão demorar a resolver».

(Fonte: TSF)

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