segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Augusto Mateus: moda da reindustrialização é andar para trás

Economista diz que paradigma mudou e indústria também

Por: tvi24 | 2013-01-28 20:18
O antigo ministro da Economia Augusto Mateus diz que há uma moda sobre reindustrialização como se o país andasse para trás, e alertou que a indústria mudou.

Augusto Mateus falava aos jornalistas à margem de um encontro europeu de retalhistas, em Lisboa, promovido pelo EuroCommerce, com o apoio da APED - Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição.

Na sua intervenção durante o encontro, Augusto Mateus, que foi ministro no governo socialista de António Guterres, disse que não lhe parecia «muito produtivo» o regresso ao passado, quando falava na reindustrialização, tema que tem sido defendido pelo ministro da Economia e por alguns países da União Europeia.

«Há uma moda sobre reindustrialização, como se ganhássemos em andar para trás», afirmou o economista, citado pela Lusa

«A indústria mudou», alertou, salientando que hoje trabalha-se «não com base na força, mas na competência».

A indústria «é aumentar drasticamente a competitividade com a inovação e é isso que estamos a fazer na indústria, agricultura, comércio».

Por isso, «não faz sentido o regresso ao passado», apontando que há uma mudança de paradigma.

Para Augusto Mateus, a indústria percebe as necessidades que têm de ser satisfeitas, apostando na inovação e na democratização.

Instado a comentar, o secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Oliveira, não quis pronunciar-se porque não tinha assistido às declarações de Augusto Mateus.

No entanto, o governante, que encerrou o encontro do EuroCommerce, disse que a visão de reindustrialização defendida pelo Ministério da Economia «é uma visão do século XXI».

«Não estamos seguramente a pensar que reindustrializar é num modelo de fábricas com chaminés a céu aberto, não é isso», afirmou.

O objetivo, adiantou, «é que o país tenha bens transacionáveis e serviços transacionáveis que possam aumentar as nossas exportações e criar mais emprego».

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