terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Seguro anuncia recandidatura à liderança do PS


Arquivo Lusa

O secretário-geral do PS anunciou hoje que se recandidata à liderança nas próximas eleições diretas, num discurso em que afirmou que impedirá que agendas pessoais condicionem o combate político e que haja "um regresso ao passado".

Estas posições foram assumidas por António José Seguro no discurso que abriu a reunião da Comissão Política Nacional do PS.
De acordo com fonte oficial socialista, Seguro disse que se recandidatará ao cargo de secretário-geral "em nome de uma cultura muito própria do PS, que nada tem a ver com o PSD - uma cultura de solidariedade, de respeito e de lealdade".
Após fazer este anúncio, o líder socialista deixou uma advertência: "Eu não admito que nenhum combate político seja condicionado por agendas pessoais, pela mera ambição pessoal e pelo regresso ao passado".
Na sua intervenção, que fontes da direção dizem ter sido muito aplaudida, o secretário-geral do PS lamentou que, na discussão sobre o processo interno do partido, tenha havido "irresponsabilidade, deslealdade" e uma atitude de colocar em causa a sua liderança, razão pela qual defendeu a necessidade de "uma clarificação".
No ponto referente à questão da irresponsabilidade interna, António José Seguro sustentou que existe "uma obstrução permanente de alguns militantes à sua liderança e à sua direção", condutas que considerou "intoleráveis".
Ainda de acordo com a fonte, o secretário-geral do PS afirmou que, nos órgãos próprios do partido, as críticas à sua direção "nunca foram feitas", embora houvesse no último ano e meio "um ambiente de facção".
Depois, António José Seguro exigiu "lealdade" e "responsabilidade", sobretudo perante os candidatos autárquicos do seu partido e acusou que a atual situação "não tem a ver com política, mas com lugares".
Em outro ponto do seu discurso, ainda de acordo com a mesma fonte oficial, o líder dos socialistas disse que, "no momento em que os portugueses mais precisam do PS", alguns estão a pôr em causa o esforço feito no último ano e meio, atitude que classificou de "hipocrisia" e de "cinismo".
Neste contexto, avisou então que, enquanto secretário-geral do PS, não permitirá que essa conduta aconteça no seu partido e advogou que a linha programática traçada pela direção nunca foi alvo de rejeição.
António José Seguro lamentou, igualmente, que as questões internas, cujo objetivo se reduziu a "jogos de poder", apenas sirvam para enfraquecer a ação externa do PS.
Lusa

O MEDO DE ALGUNS PERDEREM OS LUGARES SÓ BENEFICIA A DIREITA.
SEGURO TEM RAZÃO QUANDO AFIRMA QUE A LUTA POR LUGARES ENFRAQUECE O PS E A LUTA POLITICA.
OS MILITANTES SABERÃO PENALIZAR QUEM NESTA ALTURA ENFRAQUECEU O PS POR RAZÕES PESSOAIS E DE LUGARES.
 

Sem comentários: