quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Português autor do relatório do FMI é especialista em gastos sociais em África

Lisboa - Conferência sobre o FMI em Portugal, organizado pela Ordem dos Economistas
Silva Lopes, pai de Paulo Silva Lopes
D. R.
09/01/2013 | 19:53 | Dinheiro Vivo
O relatório hoje divulgado sobre formas de cortar despesa pública em Portugal tem o selo do FMI (ver aqui), mas o perfil dos autores é diverso. Destaca-se Paulo Silva Lopes, um português filho de José Silva Lopes, ministro aquando da primeira intervenção do FMI em Portugal (1978), e que hoje ainda chegou a comentar o relatório cuja autoria é parcialmente do seu filho, um especialista em África.
Leia aqui as críticas de José Silva Lopes ao relatório
O FMI escreveu no relatório que, "a pedido das autoridades portuguesas", uma missão da organização visitou Portugal entre 25 de outubro e 7 de novembro de 2012, reunindo-se nomeadamente com vários ministros. A equipa de técnicos inclui, por exemplo, Emily Sinnott, do Banco Mundial, especialista para Assuntos Europeus e Asiáticos e com trabalho desenvolvido também em torno da América Latina.
O português que integra a equipa é, por coincidência, filho do economista José Silva Lopes, ele próprio ex-técnico do FMI e que era ministro ministro das Finanças e do Plano em 1978, data do primeiro resgate. Paulo Silva Lopes ainda integra o FMI, mas aparece como consultor no relatório hoje divulgado. "Talvez seja pelo facto de a sua especialidade ser África", avança um economista contactado pelo Dinheiro Vivo e que o conheceu.
Paulo Silva Lopes pode ser um especialista em assuntos africanos, nomeadamente sobre a gestão e corte em despesas sociais, mas também passou pela representação de Portugal junto da Comissão Europeia, sendo igualmente um português, o que neste caso pode ser uma mais-valia. Doutorou-se na Universidade Carolina do Sul, nos EUA, juntamente com Teixeira dos Santos, ex-ministro das Finanças no governo de José Sócrates.
Outro dos co-autores do relatório é um consultor externo de origem egípcia, mas com estudos secundários na Grécia e Inglaterra. Chama-se Platon Tinios, é professor universitário e já exerceu vários cargos de adjunto e consultor em governos da Grécia. Tem alguma literatura publicada sobre reforma do Estado Social grego.

ESTAMOS ENTEGUES À BICHARADA. SERÁ QUE PLAGIARAM O RELATÓRIO DO TECNICO DA ONU, QUE AFINAL NÃO ERA, MAS QUE TINHA UM ESTUDO QUE EXIBIU NO EXPRESSO DA MEIA.NOITE?

PORQUE A RECEITA É SEMPRE A MESMA, QUALQUER LICENCIADO OU DOUTORADO À RELVAS APRESENTA TRABALHO PARA DAR BORRASCA.

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