| Registaram-se quedas de árvores em várias zonas do país |
Em declarações à agência Lusa, Nuno Reira, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), adiantou ter-se tratado de uma depressão muito cavada e muito rápida, cuja incidência em Portugal é invulgar.
"O que aconteceu na madrugada de sexta-feira para sábado foi a passagem de uma depressão muito cavada pelo norte do território do continente", afirmou, acrescentando que "esta depressão o cavou muito rapidamente" num processo que os meteorologistas designam tecnicamente por "ciclogénese explosiva".
A pressão no centro do fenómeno meteorológico, que "entrou junto à costa de Viana do Castelo e Porto", atingiu "valores muito baixos", originando ventos muito fortes.
"As rajadas atingiram os 140 km/h no Cabo Carvoeiro", disse Nuno Moreira, sublinhando tratar-se ainda de um dado preliminar e lembrando que, quando as previsões apontam para ventos com mais de 130 km/h, o IPMA aciona um aviso de risco extremo.
A descida rápida da pressão provoca também uma elevação do nível médio do mar, explicou o meteorologista, acrescentando que isso pode ter levado a inundações costeiras.
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