Seguro organiza reunião da Internacional Socialista em Fevereiro
Por Catarina Falcão, publicado em 19 Jan 2013 - 03:10 | Actualizado há 8 horas 21 minutos
PS diz que a IE pretende afirmar, através de Portugal, que a preservação do modelo social europeu é a saída para a crise
De 3 a 5 de Fevereiro, o conselho da Internacional Socialista (IS) vai realizar-se em Lisboa e Cascais, reunindo centenas de líderes socialistas de todo o mundo – algo que não acontecia em Portugal desde 2001, altura em que era primeiro-ministro António Guterres. O PS considera que “é o reconhecimento da família progressista internacional de que Portugal está na frente de batalha de uma guerra internacional” entre a austeridade e o crescimento económico.
O principal tema discutido neste conselho será a crise da zona euro e João Assunção Ribeiro, secretário nacional para as relações internacionais e a cooperação do PS, diz que a Internacional pretende afirmar através da escolha de Portugal para acolher este evento que a preservação do modelo social europeu é a “saída para a crise”. O encontro servirá também para os socialistas encontrarem “plataformas políticas que estejam para lá das realidades nacionais” e que sirvam para o “desenvolvimento de uma sociedade onde a liberdade e a igualdade se assumam como condições de emancipação dos indivíduos”.
Antes do conselho, logo no dia dia 3, terá lugar uma reunião apelidada Presidium – órgão máximo da IS –, em que presidentes e vice-presidentes dos vários partidos socialistas se juntam para concertar posições. A reunião vai acontecer na sede do PS, no Largo do Rato, e será presidida por George A. Papandreou – antigo primeiro-ministro grego e presidente do PASOK – que foi reeleito o ano passado presidente da Internacional Socialista. António José Seguro foi nessa altura eleito vice-presidente da organização, um de 32.
Crise democrática A discussão nestes três dias, segundo João Assunção Ribeiro, também se vai centrar na “crise democrática”. “[A crise] está a ser usada como desculpa e oportunidade para os ultraliberais imporem uma agenda que tal como é não merece apoio popular nem tem sido legitimada em eleições”, disse ao i o socialista.
Além da crise europeia estão ainda na agenda dos socialistas o desenvolvimento sustentável, as economias emergentes e a democratização dos países árabes. O conselho convocou ainda sessões de emergência para discutir o Mali e a Síria.
Estarão presentes em Portugal cerca de 250 representantes de mais de 162 partidos políticos e organizações de todo o mundo e, apesar de o PS não querer avançar para já o nome de qualquer dos convidados já contactados para participar nos painéis, o site do Partido Democrático Trabalhista dá conta do convite de António José Seguro feito a Carlos Lupi, presidente deste partido brasileiro.
Na carta que Seguro terá enviado a Lupi, o secretário-geral do PS sublinha que “o Partido Socialista português tem batalhado intensamente, em todos os fóruns nacionais e internacionais, pela importância de políticas impulsionadoras do crescimento económico e da criação de emprego”. Seguro disse ainda a Lupi que a sua presença “contribuirá significativamente para o sucesso do conselho e permitirá gerar um caminho para o nosso partido em tão dramático momento para a população portuguesa”.
REAPARECE A INTERNACIONAL SOCIALISTA. QUE SEJA DESTA VEZ QUE SE AFIRMA COM UM PROJETO MODERNO DE SOCIALISMO LIBERAL, DE UMA NOVA ORDEM ECONOMICA MUNDIAL, NO COMBATE À POBREZA E ÀS DESIGUALDADES, NA DEFESA DE QUEM TRABALHA, LUTAR PELO ESTADO SOCIAL SUSTENTADO E MODERNO, DE UM MODELO DE DESENVOLVIMENTO PARA O SECULO XXI.
O SOCIALISMO DEMOCRÁTICO NÃO PODE MAIS CONFUNDIR-SE COM O NEOLIBERALISMO OU A 3ª. VIA DO SENHOR BLAIR QUE ARRASOU OS PARTIDOS SOCIAIS-DEMOCRATAS, SOCIALISTAS E TRABALHISTAS DA EUROPA E DO MUNDO.
RECUPERAR O TEMPO PERDIDO É DIFICIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL.
SEPARAR AS ÁGUAS É UMA MISSÃO QUE OS SOCIALISTAS TERÃO DE ENFRENTAR.
QUE MODELO ECONÓMICO? O DOS MERCADOS FINANCEIROS? DOS OFF-SHORES? DO ESTADO MINIMO? DO EMPOBRECIMENTO GENERALIZADO? DO FAZ DE CONTA? DAS PRIVATIZAÇÕES AO DESBARATO? DA EDUCAÇÃO PARA RICOS?
O COMBATE À POBREZA É UMA OBRIGAÇÃO DOS SOCIALISTAS.
RECONSTRUIR UMA SOCIEDADE LIVRE, DEMOCRATICA E PROGRESSISTAS NÃO SE PODE FAZER DE MÃO DADA COM OS FMIs E SEUS LACAIOS; NÃO SE PODE FAZER COM NEOLIBERAIS DEFENSORES DOS MERCADOS FINANCEIROS; UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA NÃO É APOIAR A BANCA CAUSADORA DESTA DESGRAÇA E DEIXAR AS PESSOAS ABANDONADAS.
APOIAR AS EMPRESAS, CRIAR EMPREGO, INVESTIMENTO PUBLICO, SÃO PILARES DO DESENVOLVIMENTO.
DEFENDER O SNS, A ESCOLA PUBLICA E O ESTADO SOCIAL É OBRIGAÇÃO DOS SOCIALISTAS DE TODO O MUNDO.
VAMOS A ISSO.
ESPERO PARA VER.
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