Teodora Cardoso. Portugal "não se pode limitar a importar reformas concebidas no exterior"
Por Agência Lusa, publicado em 28 Jan 2013 -
A presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso, afirmou hoje que Portugal “não se pode limitar a importar reformas concebidas no exterior” e defende a necessidade de se traçar uma estratégia que promova a continuidade das reformas.
“A frequência e variedade de reformas com a ausência de avaliação dos seus resultados ou da falta deles em muito casos, assim como a inexistência de um pano de fundo consensual que promova a continuidade das reformas” são dos pontos a evitar para a responsável, disse na abertura da conferência 'Para uma Reforma Abrangente da Organização e Gestão do Setor Público', que decorre em Lisboa.
Teodora Cardoso defendeu que Portugal “não se pode limitar a importar reformas concebidas no exterior” e que a conferência que abria, organizada pelo Banco de Portugal e pelo Conselho de Finanças Públicas, deveria ajudar a traçar uma estratégia que melhor se adeque à realidade portuguesa.
“As crises são também oportunidades para repensar o que precisa de ser corrigido com vista a acelerar a saída da crise e, sobretudo, para garantir que as mesmas circunstâncias não se voltarão a repetir”, disse a responsável.
A antiga administradora do Banco de Portugal defendeu que é necessário arranjar tempo para se planear bem uma estratégia e as condições para que esta comece a avançar, e não ficar à espera que as circunstâncias se tornem as ideais.
“O que nós estamos a pensar e o que queremos discutir nesta conferência é o que é que o país precisa fazer para aproveitar a crise, aproveitar as oportunidades que a crise levanta. Quando há uma crise reúne-se um consenso em relação a mudar as coisas de fundo, e essas coisas de fundo é que levam o seu tempo”, afirmou à margem da conferência em declarações aos jornalistas.
Teodora Cardoso considera também que a reforma do Estado não deve estar limitada a fevereiro, quando o governo entregar a proposta para cortar 4.000 milhões de euros na despesa e adianta que as propostas do FMI neste aspeto ainda são superficiais.
"Para este efeito não podemos estar limitados a fevereiro", afirmou a presidente do Conselho de Finanças Públicas, à margem da conferência para uma Reforma Abrangente da Organização e Gestão do Setor Público, que decorre em Lisboa.
Questionada pelos jornalistas se considerava cegos os cortes sugeridos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na análise feita a pedido do Governo sobre a reforma do Estado, Teodora Cardoso diz que muitas das reformas sugeridas no passado foram de facto cegas e que "algumas das medidas neste estudo tem um pouco mais de fundamento, mas ainda muito superficial".
Teodora Cardoso considera que não é necessariamente imperativo que se reduza o peso do Estado na economia, desde que se adeque o nível de impostos para que consigam financiar este esforço.
A ex-administradora do Banco de Portugal afirma ainda que os políticos têm de mudar a forma como funcionam para evitar colocar em causa a sustentabilidade das finanças públicas do país.
"Os políticos têm de fazer um esforço para no fundo funcionarem de outro modo, não é apenas o ciclo político e o ciclo eleitoral que está em causa", afirmou.
Teodora Cardoso diz ainda que apesar da Constituição da República definir um conjunto de direitos, esta "tem também de proporcionar os meios" para que se possam proporcionar estes direitos.
“A frequência e variedade de reformas com a ausência de avaliação dos seus resultados ou da falta deles em muito casos, assim como a inexistência de um pano de fundo consensual que promova a continuidade das reformas” são dos pontos a evitar para a responsável, disse na abertura da conferência 'Para uma Reforma Abrangente da Organização e Gestão do Setor Público', que decorre em Lisboa.
Teodora Cardoso defendeu que Portugal “não se pode limitar a importar reformas concebidas no exterior” e que a conferência que abria, organizada pelo Banco de Portugal e pelo Conselho de Finanças Públicas, deveria ajudar a traçar uma estratégia que melhor se adeque à realidade portuguesa.
“As crises são também oportunidades para repensar o que precisa de ser corrigido com vista a acelerar a saída da crise e, sobretudo, para garantir que as mesmas circunstâncias não se voltarão a repetir”, disse a responsável.
A antiga administradora do Banco de Portugal defendeu que é necessário arranjar tempo para se planear bem uma estratégia e as condições para que esta comece a avançar, e não ficar à espera que as circunstâncias se tornem as ideais.
“O que nós estamos a pensar e o que queremos discutir nesta conferência é o que é que o país precisa fazer para aproveitar a crise, aproveitar as oportunidades que a crise levanta. Quando há uma crise reúne-se um consenso em relação a mudar as coisas de fundo, e essas coisas de fundo é que levam o seu tempo”, afirmou à margem da conferência em declarações aos jornalistas.
Teodora Cardoso considera também que a reforma do Estado não deve estar limitada a fevereiro, quando o governo entregar a proposta para cortar 4.000 milhões de euros na despesa e adianta que as propostas do FMI neste aspeto ainda são superficiais.
"Para este efeito não podemos estar limitados a fevereiro", afirmou a presidente do Conselho de Finanças Públicas, à margem da conferência para uma Reforma Abrangente da Organização e Gestão do Setor Público, que decorre em Lisboa.
Questionada pelos jornalistas se considerava cegos os cortes sugeridos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na análise feita a pedido do Governo sobre a reforma do Estado, Teodora Cardoso diz que muitas das reformas sugeridas no passado foram de facto cegas e que "algumas das medidas neste estudo tem um pouco mais de fundamento, mas ainda muito superficial".
Teodora Cardoso considera que não é necessariamente imperativo que se reduza o peso do Estado na economia, desde que se adeque o nível de impostos para que consigam financiar este esforço.
A ex-administradora do Banco de Portugal afirma ainda que os políticos têm de mudar a forma como funcionam para evitar colocar em causa a sustentabilidade das finanças públicas do país.
"Os políticos têm de fazer um esforço para no fundo funcionarem de outro modo, não é apenas o ciclo político e o ciclo eleitoral que está em causa", afirmou.
Teodora Cardoso diz ainda que apesar da Constituição da República definir um conjunto de direitos, esta "tem também de proporcionar os meios" para que se possam proporcionar estes direitos.
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