Dados do BCE revelam que os bancos portugueses cobram às PME juros superiores aos praticados na Grécia e o dobro da média europeia.
A banca portuguesa cobra o segundo juro mais elevado de toda a Zona Euro nos empréstimos concedidos a Pequenas e Médias Empresas (PME), revelam dados do Banco Central Europeu (BCE). Na hora de pedir financiamento, as PME nacionais enfrentam custos superiores aos das suas congéneres gregas, espanholas ou irlandesas. Pior do que em Portugal, só mesmo as empresas do Chipre, país à beira de uma resgate da troika e cujo sector bancário está altamente exposto à Grécia.
O problema é que os elevados juros cobrados no financiamento às empresas pela banca podem colocar em risco a nova estratégia da Comissão Europeia para solucionar a crise do euro – em que o investimento público e privado serão as grande apostas –, e que Portugal terá de seguir.
Esta terça-feira, Olli Rehn, comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários, salientou que o investimento das empresas é agora o principal motor do crescimento e da criação de emprego. Para isso, é necessário assegurar um melhor acesso ao financiamento, disse Rehn, frisando que o investimento público é igualmente crucial para fazer crescer a economia.
As novas directrizes já foram transmitidas ao Governo e levaram Vítor Gaspar a alterar o discurso. Um dia depois de Rehn – esta quarta-feira –, o Ministro das Finanças revelou que após a avaliação da troika este mês, o programa de ajustamento de Portugal entra numa nova fase, uma fase centrada no investimento.
De acordo com dados do BCE, o juro médio cobrado pelos bancos portugueses a companhias em empréstimos até 250 mil euros atingia quase os 8% em Fevereiro (ver quadro), superando o exigido na Grécia (7,5%), Espanha (5,39%) e quase o dobro da média europeia (4,5%). Esta situação não é, porém, um caso isolado. Para empréstimos de valores mais elevados, a tendência mantém-se, com os juros em alguns casos a atingir quase o triplo da Zona Euro.
Troika já alertou Lisboa
Depois de ter recebido uma injecção de sete mil milhões de euros e de a troika ter exigido que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) facilite o crédito às PME, a banca portuguesa continua a cobrar a estas empresas juros mais elevados do que na Grécia. Um país onde a banca foi praticamente nacionalizada, devido à reestruturação da dívida do Estado e onde a recessão da economia é três vezes mais profunda do que a portuguesa.
Na última avaliação a Portugal, em Novembro de 2012, a troika (BCE, FMI e CE) já tinha alertado o Governo para as dificuldades e a falta de crédito às PME. Na altura, os credores internacionais apontaram a excessiva divergência de juros cobrados a grandes e pequenas empresas e o elevado número de recusas de financiamento às PME, grupo que descreveu como «um dos sectores mais competitivos da economia». Na próxima visita – a sétima avaliação, que arranca já esta segunda-feira –, a troika deverá exigir medidas ao Governo para facilitar o financiamento às PME, que compõem a quase totalidade do tecido empresarial português.
KEYNES TINHA RAZÃO.
AGORA QUEREM APOSTAR NO INVESTIMENTO PUBLICO E NO APOIO ÀS PMES. FALHARAM EM TODA A LINHA OS DEFENSORES DO MERCADO PURO E DURO.
A ECONOMIA NÃO FUNCIONA, O DESEMPREGO VRESCEU E AS FALENCIAS AUMANTARAM-
COM TANTAS ALERTAS DE PREMIOS NOBEL E NÃO SÓ NÃO PERCEBERAM A TEMPO QUE IAM MATAR A ECONOMIA.
O INVESTIMENTO PUBLICO E PRIVADO DEVEM SER O MOTOR DA ECONOMIA.
APOSTAR DE NOVO NA AGRICULTURA, NO MAR E NA INDUSTRIA.
O problema é que os elevados juros cobrados no financiamento às empresas pela banca podem colocar em risco a nova estratégia da Comissão Europeia para solucionar a crise do euro – em que o investimento público e privado serão as grande apostas –, e que Portugal terá de seguir.
Esta terça-feira, Olli Rehn, comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários, salientou que o investimento das empresas é agora o principal motor do crescimento e da criação de emprego. Para isso, é necessário assegurar um melhor acesso ao financiamento, disse Rehn, frisando que o investimento público é igualmente crucial para fazer crescer a economia.
As novas directrizes já foram transmitidas ao Governo e levaram Vítor Gaspar a alterar o discurso. Um dia depois de Rehn – esta quarta-feira –, o Ministro das Finanças revelou que após a avaliação da troika este mês, o programa de ajustamento de Portugal entra numa nova fase, uma fase centrada no investimento.
De acordo com dados do BCE, o juro médio cobrado pelos bancos portugueses a companhias em empréstimos até 250 mil euros atingia quase os 8% em Fevereiro (ver quadro), superando o exigido na Grécia (7,5%), Espanha (5,39%) e quase o dobro da média europeia (4,5%). Esta situação não é, porém, um caso isolado. Para empréstimos de valores mais elevados, a tendência mantém-se, com os juros em alguns casos a atingir quase o triplo da Zona Euro.
Troika já alertou Lisboa
Depois de ter recebido uma injecção de sete mil milhões de euros e de a troika ter exigido que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) facilite o crédito às PME, a banca portuguesa continua a cobrar a estas empresas juros mais elevados do que na Grécia. Um país onde a banca foi praticamente nacionalizada, devido à reestruturação da dívida do Estado e onde a recessão da economia é três vezes mais profunda do que a portuguesa.
Na última avaliação a Portugal, em Novembro de 2012, a troika (BCE, FMI e CE) já tinha alertado o Governo para as dificuldades e a falta de crédito às PME. Na altura, os credores internacionais apontaram a excessiva divergência de juros cobrados a grandes e pequenas empresas e o elevado número de recusas de financiamento às PME, grupo que descreveu como «um dos sectores mais competitivos da economia». Na próxima visita – a sétima avaliação, que arranca já esta segunda-feira –, a troika deverá exigir medidas ao Governo para facilitar o financiamento às PME, que compõem a quase totalidade do tecido empresarial português.
KEYNES TINHA RAZÃO.
AGORA QUEREM APOSTAR NO INVESTIMENTO PUBLICO E NO APOIO ÀS PMES. FALHARAM EM TODA A LINHA OS DEFENSORES DO MERCADO PURO E DURO.
A ECONOMIA NÃO FUNCIONA, O DESEMPREGO VRESCEU E AS FALENCIAS AUMANTARAM-
COM TANTAS ALERTAS DE PREMIOS NOBEL E NÃO SÓ NÃO PERCEBERAM A TEMPO QUE IAM MATAR A ECONOMIA.
O INVESTIMENTO PUBLICO E PRIVADO DEVEM SER O MOTOR DA ECONOMIA.
APOSTAR DE NOVO NA AGRICULTURA, NO MAR E NA INDUSTRIA.
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