Entre os vários ministros e ex-ministros
indicados na fase de inquérito, só Paulo Pedroso foi constituído arguido - após
ser apontado por quatro vítimas do processo -, mas não foi a julgamento. O PS
foi o partido que mais sofreu, mas olhando para o rol de nomes referidos na fase
de investigação até há mais ministros de direita. As fontes não foram, porém,
consideradas credíveis pela investigação. O processo mudou não só o PS, como a
política portuguesa
O processo Casa Pia foi o 11 de Setembro da política portuguesa. Há um antes
e um depois deste processo judicial, onde vítimas e outras testemunhas não
pouparam os políticos e envolveram-nos no escândalo. Entre ministros e
ex-ministros, na fase de inquérito foram referidos 12 governantes dos partidos
do chamado arco da governação (PS-PSD-CDS). Apenas quatro eram do Partido
Socialista, mas esta foi a força política mais afetada: a constituição de Paulo
Pedroso como arguido foi o maior golpe para o partido desde o aparecimento do
PRD nas legislativas de 1985.
Um dos motivos que levou a que a maioria destes governantes nunca fosse sequer ouvida prende-se com o facto de grande parte das denúncias partirem de cartas anónimas ou de depoimentos pouco credíveis para a investigação, como o da meia-irmã de "Bibi". Isabel Raposo, uma das personagens mais misteriosas deste processo e que se manteve sempre incontactável, envolveu seis ministros de direita numa carta enviada à procuradora Paula Soares e que consta do processo.
A meia-irmã de "Bibi" disse que pessoas por telefone lhe falaram na existência de "provas, papéis e fotografias" que envolviam no caso Pedro Roseta, Dias Loureiro, Valente de Oliveira, Martins da Cruz (ex-ministros do PSD), Paulo Portas e Bagão Félix (ministro e ex-ministro do CDS). Essas provas nunca apareceram, mas foram suficientes para colocar as suspeitas - que pairaram sempre sobre a esquerda - também sobre a direita. Na mesma carta era referido um histórico do CDS: Narana Coissoró. As "provas" nunca apareceram e, como o depoimento foi muito errático, os investigadores não lhe deram qualquer credibilidade.
Leia mais no e-paper do DN.
É ESTRANHO APARECER DE NOVO A CASA PIA. ESPERO QUE UM DIA SE SAIBA TODA A TRAMOIA.
Um dos motivos que levou a que a maioria destes governantes nunca fosse sequer ouvida prende-se com o facto de grande parte das denúncias partirem de cartas anónimas ou de depoimentos pouco credíveis para a investigação, como o da meia-irmã de "Bibi". Isabel Raposo, uma das personagens mais misteriosas deste processo e que se manteve sempre incontactável, envolveu seis ministros de direita numa carta enviada à procuradora Paula Soares e que consta do processo.
A meia-irmã de "Bibi" disse que pessoas por telefone lhe falaram na existência de "provas, papéis e fotografias" que envolviam no caso Pedro Roseta, Dias Loureiro, Valente de Oliveira, Martins da Cruz (ex-ministros do PSD), Paulo Portas e Bagão Félix (ministro e ex-ministro do CDS). Essas provas nunca apareceram, mas foram suficientes para colocar as suspeitas - que pairaram sempre sobre a esquerda - também sobre a direita. Na mesma carta era referido um histórico do CDS: Narana Coissoró. As "provas" nunca apareceram e, como o depoimento foi muito errático, os investigadores não lhe deram qualquer credibilidade.
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