Rússia pondera mais ajuda financeira ao Chipre
Pedro Duarte17/03/13
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O governo russo vai avançar ajudar financeiramente o Chipre, desde que as autoridades divulguem quanto dinheiro têm no país os russos.
Moscovo já concedeu um crédito de 2,5 mil milhões de euros ao país, e pode avançar com mais cinco mil milhões se as autoridades lhe derem informações sobre o volume de depósitos de cidadãos russos nos bancos do país, de acordo a agência russa Itar-Tass.
Segundo esta agência, que cita uma fonte da Comissão Europeia, dos 69 mil milhões de euros que estão depositados nos bancos cipriotas, cerca de 20 mil milhões pertencem a cidadãos russos. Esta agência calcula assim que a nova taxa de 9,9% a depósitos superiores a 100 mil euros (para além da de 6,75% a depósitos inferiores a 100 mil euros), poderá custar cerca de 1,53 mil milhões de euros aos seus concidadãos.
"O nosso governo deve ajudar o Chipre, porque este país é um importantíssimo investidor estrangeiro na nossa economia, e se Chipre sofre, isso pode ter uma influência indirecta nos investimentos no nosso país", afirmou à agência Prime Anatoli Aksákov, vice-presidente do Comité do Mercado Financeiro do parlamento russo e presidente da associação de bancos regionais.
Actualmente, a Rússia já concedeu um crédito de 2,5 mil milhões de euros quatro anos e meio e com uma taxa de juro de 4,5% a Nicósia, mas este país já pediu um adiamento de cinco anos e uma redução da taxa de juro, tendo pedido em 2012 a Moscovo outro empréstimo de cinco mil milhões de euros, o qual ainda está a ser estudado pelas autoridades russas.
Segundo os bancos russos, a crise existente no Chipre poderá ter sido exacerbada exatamente pelo facto dos depósitos dos russos poderem ter "diminuído significativamente" nos últimos meses, uma vez que "a situação financeira do Chipre não era um segredo para ninguém", podendo essa fuga de capital ter levado directamente à crise de liquidez da banca cipriota, que sem ajuda entraria em colapso na terça-feira, segundo avisou o presidente cipriota Nicos Anastasiades.
Para os analistas, a questão principal para Moscovo é por isso saber exactamente quanto dinheiro russo está actualmente nos bancos cipriotas, e qual a origem e futuro dos capitais depositados no país e ligados às instituições públicas russas.
O jornal ‘Kommersant' acrescenta por seu turno que o governo russo está interessado em aproveitar as dificuldades financeiras de Chipre para obter informações sobre a fuga ao fisco.
A possibilidade de muito deste dinheiro poder ter origem ilegal ou pertencer a multimilionários russos está na origem das condições extremamente duras - nomeadamente os impostos sobre os depósitos - exigidas pela União Europeia para o resgate de 10 mil milhões acordado na sexta-feira com o governo de Nicósia, uma vez que a Alemanha diz que não quer ver o dinheiro dos seus contribuintes "ser usado para salvar os oligarcas russos".
DINHEIRO NÃO FALTA.
Moscovo já concedeu um crédito de 2,5 mil milhões de euros ao país, e pode avançar com mais cinco mil milhões se as autoridades lhe derem informações sobre o volume de depósitos de cidadãos russos nos bancos do país, de acordo a agência russa Itar-Tass.
Segundo esta agência, que cita uma fonte da Comissão Europeia, dos 69 mil milhões de euros que estão depositados nos bancos cipriotas, cerca de 20 mil milhões pertencem a cidadãos russos. Esta agência calcula assim que a nova taxa de 9,9% a depósitos superiores a 100 mil euros (para além da de 6,75% a depósitos inferiores a 100 mil euros), poderá custar cerca de 1,53 mil milhões de euros aos seus concidadãos.
"O nosso governo deve ajudar o Chipre, porque este país é um importantíssimo investidor estrangeiro na nossa economia, e se Chipre sofre, isso pode ter uma influência indirecta nos investimentos no nosso país", afirmou à agência Prime Anatoli Aksákov, vice-presidente do Comité do Mercado Financeiro do parlamento russo e presidente da associação de bancos regionais.
Actualmente, a Rússia já concedeu um crédito de 2,5 mil milhões de euros quatro anos e meio e com uma taxa de juro de 4,5% a Nicósia, mas este país já pediu um adiamento de cinco anos e uma redução da taxa de juro, tendo pedido em 2012 a Moscovo outro empréstimo de cinco mil milhões de euros, o qual ainda está a ser estudado pelas autoridades russas.
Segundo os bancos russos, a crise existente no Chipre poderá ter sido exacerbada exatamente pelo facto dos depósitos dos russos poderem ter "diminuído significativamente" nos últimos meses, uma vez que "a situação financeira do Chipre não era um segredo para ninguém", podendo essa fuga de capital ter levado directamente à crise de liquidez da banca cipriota, que sem ajuda entraria em colapso na terça-feira, segundo avisou o presidente cipriota Nicos Anastasiades.
Para os analistas, a questão principal para Moscovo é por isso saber exactamente quanto dinheiro russo está actualmente nos bancos cipriotas, e qual a origem e futuro dos capitais depositados no país e ligados às instituições públicas russas.
O jornal ‘Kommersant' acrescenta por seu turno que o governo russo está interessado em aproveitar as dificuldades financeiras de Chipre para obter informações sobre a fuga ao fisco.
A possibilidade de muito deste dinheiro poder ter origem ilegal ou pertencer a multimilionários russos está na origem das condições extremamente duras - nomeadamente os impostos sobre os depósitos - exigidas pela União Europeia para o resgate de 10 mil milhões acordado na sexta-feira com o governo de Nicósia, uma vez que a Alemanha diz que não quer ver o dinheiro dos seus contribuintes "ser usado para salvar os oligarcas russos".
DINHEIRO NÃO FALTA.
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