terça-feira, 30 de abril de 2013

25 anos e, no mínimo, seis governos. É o tempo que Portugal demorará até conseguir reduzir o seu rácio de dívida pública para um nível inferior a 60% do PIB.
Segundo o Documento de Estratégia Orçamental (DEO), entregue hoje na Assembleia da República, Portugal terá uma dívida pública dentro dos limites dos Tratado de Maastricht apenas em 2037, ou seja, dentro de 25 anos.

"Assumindo, para o horizonte a partir de 2017, as hipóteses de um excedente primário de 3,5% do PIB, um crescimento nominal do PIB em torno de 3,5% e uma taxa de juro nominal de 4,3%, a dívida pública em percentagem do PIB manterá a trajetória descendente que se espera iniciar a partir de 2015, atingindo os 60% do PIB em 2037", pode ler-se no DEO.

Sendo estas as premissas a partir das quais são elaboradas as previsões, é fácil perceber quão sensíveis elas são a qualquer desvio nessas mesmas premissas. Por exemplo, basta o crescimento médio do PIB ser 0,75 pontos percentuais mais baixo que o cenário base para, em 2037, a dívida pública estar perto dos 80% do PIB.

QUE GRANDE DESCOBERTA. HÁ 10 ANOS QUE MUITOS PENSADORES TÊM ESCRITO SOBRE DIVIDAS PÚBLICAS E DÉFICES: SITGLITZ, JAQUES ATTALI, FUKUYANMA, KRUGMAN, ZIGLER E OUTROS. TODOS OS PAÍSES EUROPEUS VÃO AUMENTAR A DIVIDA NOS PRÓXIMOS ANOS SE AS REGRAS DOS MERCADOS FINANCEIROS E A ESPECULAÇÃO SE MANTIVEREM INALTERADAS. 60% e 3% foram numeros criados pelo consenso de washington. A Europa assumiu-os como bons. Podiam ser 70% e 5% que era o mesmo.
PARA CHEGAR AOS 60% DO DÉFICE ERA PRECISO A ECONOMIA EURoPEIA CRESCER A NIVEIS ELEVADOS MUITO PERTO DE 8%. com a politica de austeridade nem no fim do século lá chegamos.
MAIS UMA GASPARICE ARMADO EM PENSADOR E ENTENDIDO.

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