segunda-feira, 22 de abril de 2013

 

Grupo de socialistas escreve carta-aberta a António José Seguro

São mais de 50, entre eles os "costistas" João Tiago Silveira, Ana Catarina Mendes, Fernando Rocha Andrade e Duarte Cordeiro, a quererem que o próximo líder socialista seja escolhido em eleições diretas abertas a não militantes.
Cristina Figueiredo
Última atualização há 14 minutos
Grupo de socialistas escreve carta-aberta a António José SeguroJorge Simão
Um grupo de destacados socialistas próximos de António Costa, insatisfeito com o rumo das coisas no partido, decidiu "fazer alguma coisa" para por travão à crescente falta de confiança dos cidadãos nos partidos.
O resultado foi uma carta aberta ao secretário-geral do PS onde, entre outras propostas "arrojadas", os subscritores propõem eleições diretas abertas a não-militantes para a escolha do secretário-geral do PS. E querem aproveitar o congresso do próximo fim-de-semana para encetar a discussão o quanto antes.
Além de João Tiago Silveira, assinam a carta aberta Ana Catarina Mendes, Catarina Marcelino, Duarte Cordeiro, Fernando Medina, Fernando Rocha Andrade, Graça Fonseca, Filipa Marques Júnior, Francisco César, Isabel Moreira, João Constâncio, João Galamba, João Miranda, Mariana Vieira da Silva, Pedro Delgado Alves, Pedro Marques, Pedro Nuno Santos, Sónia Fertuzinhos. Domingos Farinha e Tiago Antunes, dois independentes, docentes da Faculdade de Direito de Lisboa que trabalharam com José Almeida Ribeiro (ex-secretário adjunto de Sócrates) no último Governo PS, engrossam a lista de subscritores.
Apesar do contexto em que surgiu a iniciativa - após a Comissão Nacional de fevereiro - e de muitos dos subscritores serem críticos de António José Seguro, "não é nenhum desafio à atual direção socialista", garante ao Expresso João Tiago Silveira. "Foi muito importante que se deixasse cair o acessório para se atender ao essencial", sublinha este antigo porta-voz do PS, garantindo que se trata de "propostas para o futuro" que os proponentes entendem, porém, que devem ser rapidamente encaradas pelo partido por forma a poderem ter "resultados efetivos no próximo congresso, a seguir às próximas legislativas". Daí a pressa dos 45 subscritores iniciais do documento (que, entretanto, já ultrapassaram a meia centena) em o terem pronto a tempo de ser já discutido no conclave de Santa Maria da Feira, a partir de sexta-feira.
Foram dois meses a partir pedra. Da discussão resultaram 6 medidas concretas:
1) eleições primárias abertas a simpatizantes na eleição para secretário-geral do PS;
2) possibilidade de referendos vinculativos para decidir sobre as posições do partido;
3) inclusão de independentes/simpatizantes na Comissão Nacional e na Comissão Política;
4) criação de um direito de petição para os militantes do PS e cidadãos poderem apresentar propostas ao Congresso;
5) criação de um processo participativo aberto a todos os cidadãos para apresentação e votação de propostas através da internet, com vista à sua inclusão nos programas eleitorais do PS;
6) apresentação das medidas concretas dos programas eleitorais acompanhadas de um calendário de execução e de uma estimativa de impacto económico-financeiro e seu financiamento.
"São necessárias medidas que reforcem a ligação entre os partidos e a sociedade e entre os políticos e os cidadãos (...). Temos de começar por dar o exemplo na nossa própria casa", justifica o documento - enviado sexta-feira a António José Seguro, mas também à presidente do PS, Maria de Belém, e ao presidente da Comissão Organizadora do Congresso, Joaquim Raposo - que pode ser lido na íntegra, e subscrito, hoje, a partir das 18h, em www.facebook.com/MaisparticipacaomelhorPS
 
ESTAMOS NA MODA DAS CARTAS. QUEM QUER IR A JOGO APRESENTA MOÇÃO E CANDIDATA-SE. ESCREVER CARTAS PARA MARCAR POSIÇÃO NO CONGRESSO NÃO ME PARECE SÉRIO NEM DEMOCRÁTICO.
ESSA DOS INDEPENDENTES VOLTA DE NOVO. HOJE NÃO HÁ INDEPENDENTES. HÁ FILIADOS OU NÃO. ESTAR PRÓXIMO DO PS, SER SIMPATIZANTE, SER INDEPENDENTE DE ESQUERDA E OUTROS MAIS, JÁ FOI CHÃO QUE DEU UVAS. EM DEMOCRACIA UM CIDADÃO DEVE ASSUMIR-SE SEM MEDO E SEM VERGONHA.
O QUE É PROPOSTO NESTA CARTA DEPOIS DE 6 MESES DE DISCUSSÃO EM CIRCUITO FECHADO É UMA MÃO CHEIA DE NADA. BANALIDADES.
A SITUAÇÃO DO PAÍS E DA POLÍTICA DEGRADOU-SE DE TAL ORDEM QUE É PRECISO DISCUTIR CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS.
É PRECISO REVISITAR A EUROPA E DISCUTIR O FEDERALISMO. A UNIÃO POLÍTICA. O BCE. O TRATADO DE LISBOA. O ACORDO DO LUXEMBURGO. A COMISSÃO EUROPEIA E O PARLAMENTO. AS ELEIÇÕES EUROPEIAS QUE ESTÃO A PORTA E NINGUÉM FALA.
É URGENTE ANALISAR A ESTRUTURA DO PS E A PROLIFERAÇÃO DE ORGÃOS E SECÇÕES.
E PRECISO REVER OS ESTATUTOS E O PROGRAMA.
É PRECISO ANALISAR A DECLARAÇÃO DE PRINCIPUOS PARA O SÉCULO XXI.
A PARTICIPAÇÃO DE CIDADÃOS NÃO FILIADOS É SEMPRE BEM VINDA. METE-LOS NA COMISSÃO POLÍTICA E COMISSÃO NACIONAL É TRANSFORMAR O PARTIDO EM CLUBE DE BOAS FESTAS.
SE FORAM BEBER À DEMOCRACIA DOS EUA LERAM MAL OU ENTENDERAM MAL.
NÃO FALAM EM MODELO DE DESENVOLVIMENTO; EM NOVO MODELO ECONOMICO; NAS OFFSHORES; NA ECONOMIA DE CASINO;
É PRECISO MUDAR MAS COM SABEDORIA , OBJETIVIDADE E RESPONSABILIDADE.
SE O PARTDO ESTÁ LONGE DO POVO É PRECISO FAZER CAMPANHA DE SENSIBILIZAÇÃO E ESCLARECIMENTO PARA A MUDANÇA.
A BRINCADEIRA ACABOU.
OU SABEMOS MUDAR OU A DEMOCRACIA PASSARÁ A SER UMA MIRAGEM E O PS UM CLUBE DE BOAS INTENÇÕES SEM IDEOLOGIA E SEM RUMO. MUDA CONFORME A MÚSICA.
PARA UM PS DESSES NÃO ESTOU DISPOSTO A CONTRIBUIR.
VEJAM O EXEMPLO DO PS FRANCÊS PARA NÃO FALAR NOUTROS.
LEIA ALGUMA COISINHA DA FRENTE DE ESQUERDA EM FRANÇA DE SOCIALISTAS DA ALA ESQUERDA DO PS FRANCÊS.

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