sexta-feira, 26 de abril de 2013

Queremos unir desde democratas-cristãos a socialistas, diz Miguel Laranjeiro

O dirigente socialista Miguel Laranjeiro afirma que o PS pretende representar nas próximas eleições legislativas um amplo setor ideológico desde democratas-cristãos a socialistas, e considera ser ainda cedo para teorizar sobre parceiros de um futuro Governo.

Estas posições foram assumidas por Miguel Laranjeiro, secretário nacional do PS para a Organização, em entrevista à agência Lusa, na qual vincou o princípio de que o seu partido "concorre sempre isoladamente a eleições legislativas".
Para as próximas eleições legislativas, o dirigente socialista disse que o objetivo passa por "juntar os melhores da sociedade, socialistas, sociais-democratas e democratas-cristãos, todas as pessoas que comunguem os princípios e valores do PS".
"O PS propõe-se fazer uma aliança com os portugueses, unir Portugal, ao contrário do que este Governo está a fazer, apostando na divisão. Há um núcleo central de posicionamento em termos de ideias para Portugal que é comum a muita gente em Portugal. É esse núcleo que o PS pretende corporizar e representar na política portuguesa.
O PS quer fazer alianças com os empresários, com as universidades, com os centros de investigação, com a sociedade mais dinâmica, com os parceiros sociais", declarou.
Interrogado se considera possível que um Governo minoritário, tendo apenas como base o PS, sobreviva uma legislatura completa no parlamento, Miguel Laranjeiro referiu que essa experiência resultou no primeiro Governo de António Guterres (1995/1999), "embora não no segundo executivo [de Guterres]"
"Estamos sempre num processo de aprendizagem. Embora a democracia portuguesa tenha 39 anos, é recente no contexto das democracias europeias. A situação da governabilidade é uma matéria que deve ser avaliada depois do ato eleitoral. Não há vantagem em fazer essa abordagem muito antecipadamente", defendeu.
Confrontado com o facto do ex-primeiro-ministro José Sócrates ter admitido que foi um erro formar um Governo minoritário em 2009, o secretário nacional do PS para a organização respondeu: "Se o meu camarada José Sócrates disse isso, se chegou a essa conclusão, ele que estava no centro do processo e que teve a consequência da aliança entre partidos da oposição, quem sou eu para dizer coisa diferente", declarou.
Questionado se há condições para um futuro entendimento de Governo com o PCP ou com o Bloco de Esquerda, Miguel Laranjeiro insistiu que "essa é uma matéria que não se antecipa antes dos resultados eleitorais".
A seguir, no entanto, baixou expectativas em relação a esse cenário, criticando a conjugação de forças que esteve na origem do derrube do segundo Governo de José Sócrates em 2011.
"Lembro que houve uma aliança entre os partidos de esquerda com os partidos que fazem hoje parte da atual maioria parlamentar para derrubar o Governo socialista. Isso faz parte da História recente da política portuguesa", afirmou.
Já em relação à ideia do PCP de que o PS deixou de falar em defesa de eleições antecipadas, Miguel Laranjeiro alegou que, "se o PS apresentou uma moção de censura ao Governo, fê-lo para pedir eleições".
"Mas não temos de andar todos os dias a dizer o mesmo", justificou, antes de lançar um ataque ao comportamento político dos comunistas em relação ao seu partido.
"O secretário-geral do PCP [Jerónimo de Sousa] tem a característica de tirar os fins de semana não para atacar as políticas de direita, mas para atacar o PS. É uma característica do PCP ao nível nacional, mas também nas autarquias, onde muitas vezes se alia aos partidos da direita para votar contra medidas propostas pelo PS", criticou.
Já em relação ao Bloco de Esquerda, Miguel Laranjeiro não repetiu essas críticas.
"No plano autárquico o Bloco de Esquerda tem uma dimensão diferente. Nos últimos tempos tem havido alguma diferença [face ao PCP]", reconheceu.
Diário Digital/Lusa

O PS VAI INICIAR HOJE O SEU CONGRESSO.
RESPONDER A PRESSÕES DA COMUNICAÇÃO SOCIAL DE DIREITA NEOLIBERAL E DE COMENTADORES ENCARTADOS, NÃO AFIRMA O PS.
JUNTAR TUDO NO MESMO SACO É MAIS ERRO QUE SE REPETE.
O PS TEM DE APRESENTAR A SUA ALTERNATIVA, O SEU MODELO DE DESENVOLVIMENTO E O QUE DEFENDE PARA PORTUGAL E PARA A UE. SE O NÃO FIZER O POVO NÃO COMPREENDE E É MAIS DO MESMO.
TEM DE PREPARAR UM CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO PARA ARRUMAR A CASA E PREPARAR O PARTIDO PARA O SÉCULO XXI.ESTATUTOS, PROGRAMA E DECLARAÇÃO DE PRINCIPIOS DEVEM SER REVISITADOS.
ESTE ANO HÁ ELEIÇÕES AUTARQUICAS. PARA O ANO SÃO AS EUROPEIAS. EM 2015 SE ESTE GOVERNO CONTINUAR A DESGRAÇAR O PAÍS COM A AJUDA DO PR TEMOS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS E EM 2016 SÃO AS PRESIDENCIAIS.
QUALQUER DESLIZE OU ZIGUE-ZAGUE DARÁ FORÇA À DIREITA E AO PR QUE SE ASSUMIU COMO LIDER DO GOVERNO NEOLIBERAl.
 

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