sexta-feira, 26 de abril de 2013

Seguro responde a Cavaco: 'Há sempre alternativas'

26 de Abril, 2013por Manuel A. Magalhães
No longo discurso de abertura do congresso, António José Seguro deixou para o fim a resposta a Cavaco Silva. "Em democracia há sempre soluções alternativas", disse o secretário-geral do PS depois de acusar o Presidente da República de "negar a esperança e a evidência de que há um caminho alternativo para sairmos da crise".A assistência reagiu. E os únicos apupos de um discurso recheado de ataques a Passos Coelho foram para Cavaco Silva
Seguro apontou vários erros ao discurso do 25 de Abril do PR. "Não posso aceitar, como Secretário-Geral do PS" que a resposa à crise "seja a do fatalismo do pensamento único, a da demissão do pensamento único".
Depois de dizer que "erram aqueles que negam ao nosso país o direito a podermos acreditar que há um caminho diferente do prosseguido por este Governo", apontou a Cavaco Silva: "Foi este o maior erro, transmitido pelo Senhor Presidente da República aos portugueses".
O PR negou "a esperança" de uma alternativa, e errou também por "traçar um quadro de resignação".
Num discurso de cerca de uma hora cheio de ataques ao Governo, o secretário-geral do PS terminou a sua primeira intervenção no XIX Congresso do PS com uma demarcação de Passos Coelho.
"Reafirmo perante vós que não seremos cúmplices da continuidade de uma política de empobrecimento".
Para Passos Coelho foram as palavras duras. O Governo revela "um deplorável fundamentalismo ideológico" que leva "o país de mal a pior". Numa altura em que o Governo apela a entendimentos, Seguro respondeu do palco de Santa Maria da Feira que "O Governo merece ser substituído e é isso que o PS defende. O Povo, mais cedo ou mais tarde, vai escolher um novo Governo".
Em contrapartida, houve elogios para alguns socialistas. António Costa e Francisco Assis, em particular. "Convosco, António e Francisco, o PS não fica apenas mais unido, fica mais forte".
No discurso sobra uma novidade: quando o PS for Governo, voltará a alterar o mapa das freguesias "em diálogo com os direitos locais". Seguro recebeu um dos maiores aplausos da assistência.
Noutra passagem, respondeu directamente ao desafio de Pedro Nuno Santos para reestruturar a dívida. "Quem ambiciona, como nós ambicionamos, governar o nosso país deve começar por honrar todos os compromissos internacionais do Estado português".
Seguro precisou: "O PS honrará as dívidas

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