Carlos Costa voltou hoje a apelar ao "consenso político e social" que permita a execução do programa de ajustamento.
"Não há programa de ajustamento bem sucedido se não for acompanhado de consenso político e social", disse hoje o governador do Banco de Portugal na primeira declaração pública desde a convocação do Conselho de Estado para a próxima segunda-feira e numa altura em que Portas e Passos travam mais um braço-de-ferro por causa da taxa sobre as pensões.
Na apresentação do relatório de 2012 do conselho de administração do banco central, Carlos Costa argumentou que Portugal tem de continuar a cumprir o programa de ajustamento "como previsto" e, ao mesmo tempo, de preparar o período pós-troika, segundo declarações citadas na agência Reuters.
O governador destacou a recente emissão de dívida portuguesa a 10 anos, que "demonstra que os mercados acreditam no cumprimento do programa", e disse que "não há nenhuma razão" para o Banco de Portugal rever as suas últimas previsões económicas, que apontam para um ligeiro crescimento do PIB no próximo ano.
ESTE SENHOR DEVE ESTAR CONVENCIDO QUE O CARGO DE GOVERNADOR DO BP É UM CARGO DE INTERVENÇAO POLITICO-PARTIDARIA
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