quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dirigentes centristas defendem que se a TSU dos pensionistas for aplicada o partido deve abandonar o governo
De cedência em cedência… até à ruptura final? A questão põe-se a cada nova divergência governativa entre o CDS e o PSD. A TSU dos pensionistas, como o próprio Paulo Portas a definiu, foi o mais recente – e na opinião de alguns centristas, o mais importante – confronto entre os dois partidos. Diogo Feio recupera a ideia do líder democrata-cristão para dizer que essa é “a linha” que o CDS não pode passar. Em retrospectiva, os quase dois anos de governo de coligação deixam clara a posição de elo mais fraco dos centristas no governo. Mas esse é um resultado natural num governo que “não é liderado pelo CDS, mas pelo PSD”, refere o eurodeputado.

“Quando entrou para o governo o CDS sabia ao que ia, tinha-se comprometido com o programa de ajustamento” e com as consequências que o documento acarretava, lembra o líder do CDS/Madeira José Manuel Rodrigues, uma das vozes mais críticas dentro do partido. A assinatura de Portas ficou registada ao lado da de Pedro Passos Coelho e de José Sócrates, colando os centristas ao resultado – qualquer que ele fosse – da aplicação do Memorando de entendimento. Mas, apesar dessa margem apertada para descolar do parceiro maioritário de coligação, o CDS já várias vezes bateu o pé contra o PSD.

fronteira inultrapassável “Apesar de toda a austeridade, o CDS tem conseguido afirmar a sua matriz social e os seus princípios no governo”, acredita José Manuel Rodrigues. Exemplo disso foi a oposição à taxa sobre as pensões, protagonizada há uma semana e meia pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. Mas a verdade é que “nem tudo correu bem” na coligação e o dirigente centrista identifica no episódio mais recente “uma tendência neoliberal no PSD, que vê a população como uma folha de Excel”.
É precisamente neste ponto – particularmente sensível para os centristas, porque atinge o coração do seu eleitorado – que o ex-deputado do CDS lembra que “abrir uma crise política, neste momento, só no limite”. E “este é o limite para o CDS”, que “não deve aceitar nunca uma taxa sobre as pensões”.

O deputado Altino Bessa junta-se ao coro daqueles que, a respeito da TSU sobre as pensões, dizem basta. “Se essa taxa vier a ser aplicada, o CDS não tem condições para se manter no governo”, atira o conselheiro nacional centrista, que não esconde: “Gostaríamos que algumas coisas tivessem sido diferentes.” Por exemplo “que não tivesse havido um aumento de impostos” este ano.
Em quase dois anos de governação conjunta, multiplicaram-se os confrontos públicos entre os dois partidos. Algo visto com “naturalidade” por Diogo Feio, confesso defensor da “estabilidade política”, mas não a todo o custo. “Não podemos aceitar que sejam tomadas decisões que ponham em causa” o legado democrata-cristão do partido. “Há linhas que não podem ser ultrapassadas”, refere o membro da comissão executiva. Linhas que justificam que Paulo Portas tenha falado dois dias depois de Passos Coelho para mostrar publicamente a sua discordância em relação ao corte nas pensões. “O país não podia passar sem conhecer a posição do líder do segundo partido da coligação”, diz Diogo Feio, lembrando que esta “coligação é entre diferentes” e que “houve decisões em relação às quais o CDS teria encetado caminhos diferentes”.

Sobre o desgaste eleitoral e o preço a pagar pela actual legislatura, o eurodeputado diz apenas que “esse peso se vê nas eleições”. José Manuel Rodrigues entende que, acima de tudo, o partido teve uma “atitude patriótica” ao aceitar o convite do PSD para ser governo.

Apesar disso, as consequências eleitorais de provocar uma ruptura não deixarão de ser tidas em conta por Paulo Portas. O politólogo Carlos Jalali pensa que “o CDS está a fazer contas ao impacto que terá sair do governo

É ASSIM QUE ESTÁ TUDO BEM SENHOR PRESIDENTE DA REPUBLICA?
JÁ NEM O MILAGRE DE FÁTIMA OS SAFA.
PERGUNTE À MARIA O QUE É ISTO.

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