segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O PS e o programa cautelar

Nicolau Santos
                     

Nas últimas semanas, a discussão político-económica tem-se centrado em torno de saber se Portugal vai necessitar de um novo resgaste ou de um programa cautelar, após Junho de 2014.
Como é óbvio, a última coisa que a Europa quer é uma nova Grécia - pelo que tudo fará para que Portugal termine o programa de ajustamento na data marcada e passe para uma nova fase da sua vida.
Essa nova fase, ao abrigo do chamado programa cautelar, não será, contudo, muito diferente da atual. E ao contrário do que o PS de Seguro parece pensar, o apoio dos socialistas não é essencial para que Portugal se coloque ao abrigo dessa nova rede de proteção.
Os esclarecimentos estão na entrevista que o alemão Klaus Regling, director-executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), deu ao Expresso no sábado passado.
Regling é muito claro. Em primeiro, só há programa cautelar se o Governo português o pedir expressamente ao Eurogrupo. Depois, é sempre bom ter um consenso alargado para apoiar as reformas e é crucial uma maioria no Parlamento para as aplicar. Mas Regling nunca diz que isso tem de implicar o apoio do maior partido da oposição.
Por outro lado, acrescenta, o défice esperado de 5,5% para este ano não pode permanecer nesse nível, tem de diminuir para uma posição equilibrada e eventualmente, terá mesmo que desaparecer. Por outras palavras: as medidas de austeridade continuarão até 2017, pelo menos.
Finalmente, Regling lembra que dos 78 mil milhões de euros que Portugal recebeu de ajuda internacional, 26 mil milhões vieram do MEE, vencem uma taxa de 1,5% e o prazo de vencimento do empréstimo passou de 15 para 22 anos. Nenhuma destas condições deve ser flexibilizada, acrescenta.
A única possibilidade é que, dos 12 mil milhões destinados à banca e dos quais só estão gastos cerca de metade, talvez venha a ser possível que o restante possa ser utilizado pelo Estado português. Mas mesmo isso não é certo.
Conclusão: vai haver programa cautelar depois de Junho de 2014 e não serão necessárias eleições. O PS vai ter de esperar sentado até Outubro de 2015 para tentar regressar ao poder.
 
A SITUAÇÃO É TÃO GRAVE  QUE SÓ UM MILAGRE SAFA ESTE GOVERNO.
A SEDES LEU HOJE A CERTIDÃO DE ÓBITO DO GOVERNO E O CONJUNTO DE INCOMPETENTES E MENTIROSOS QUE NOS GOVERNAM.
APROVADO O ORÇAMENTO DE ESTADO E DECIDIDOS OS CHUMBOS DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL, A TROIKA EMBORA NÃO QUEIRA RECONHECER O FRACASSO DO PROGRAMA VAI TER DE TOMAR DECISÕES. NÃO PODE VENDER MAIS A RECEITA E TROCAR AS VOLTAS À REALIDADE. A CRISE DEVE.SE EXCLUSIVAMENTA AO SISTEMA FINANCEIRO E À BANCA E NÃO COMO QUEREM FAZER CRER APARTIR DE 2009 DE QUE OS ESTADOS SE ENDIVIDARAM E QUE OS POVOS GASTARAM DE MAIS. ISTO É UMA TOTAL FALSIDADE QUE ESTÁ BEM EXPLICADA POR VÁRIOS PERITOS INTERNACIONAIS. OS BANCOS ERAM GRANDES DE MAIS PARA SEREM RESGATADOS OU DEIXÁ-LOS FALIR. FORAM AMPLAMENTE AJUDADOS COM DINHEIROS DOS CONTRIBUINTES. KEYNES VOLTOU ATÉ 2009 MAS DEPOIS VIERAM OS ATAQUES DOS NEOLIBERAIS CONTRA O ESTADO E OS GASTOS EXCESSIVOS E AS DIVIDAS SOBERANAS. UMA MENTIRA COM PÉS DE BARRO. A ITALIA EM 2001 TINHA UMA DIVIDA SUPERIOR A 100% DO PIB E NINGUÉM SE INCOMODOU. OS EUA, O JAPÃO EOU TROS PAISES DA ZONA EURO TINHA DÉFICES ACRESCIDOS MANDADOS FAZER PELA UE COM EDO DA CATÁSTROFE PROVOCADA PELOS BANCOS.
ATÉ À PRIMAVERA O PR VAI TER DE AGIR E RÁPIDO E CONVOCAR ELEIÇÕES PARA JUNHO OU JULHO. NÃO TEM ALTERNATIVA SE NÃO QUIZER SAIR DE GATAS.
A VERDADE É COMO O AZEITE, VEM SEMPRE AO DE CIMA. SÓ QUE PODE VIR TARDE E A SALVAÇÃO DO PAÍS VAI SER PENOSA E DEMORADA.


Sem comentários: