O Fundo Monetário Internacional (FMI) reconhece que muito foi feito em Portugal ao nível do ajustamento salarial, mas ainda não é suficiente. Por isso, na carta que enviou ao Fundo, à Comissão Europeia e ao Banco Central Europeu, o Governo compromete-se a apresentar, até ao final de Dezembro, “um relatório que avalie as opções políticas em três áreas principais: garantir uma efectiva descentralização da negociação salarial, garantir mais flexibilidade salarial e estudar um alinhamento adequado dos incentivos de colocar os despedimentos em tribunal”.
Embora considere que o executivo de Passos Coelho tem em marcha um conjunto de “reformas estruturais”, o FMI entende que a “agenda de reforma” do Governo poderá não ser “suficientemente ambiciosa” para inverter aquilo que diz ser a falta de competitividade da economia portuguesa. “Porque aumentar a produtividade requer tempo, melhorar a competitividade externa também exige reduzir os custos de produção, incluindo salários. Contudo, apesar das reformas importantes conduzidas no quadro do programa [datroika], persistem factores de rigidez estrutural”, identifica a instituição, que, já no anterior relatório de avaliação, defendera a aplicação de medidas que promovam descidas salariais.
CAMBADA DE MENTIROSOS. JÁ ACERTARAM TUDO COMO EM FEVEREIRO E ANDAM A ENGANAR O POVO.
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