O PS pode estender às eleições europeias as regras internas que afastaram os 'dinossauros' das listas nas autárquicas. Na direcção socialista, há quem defenda a limitação de mandatos. Se António José Seguro decidir neste sentido, alguns dos mais conhecidos representantes em Bruxelas ficariam de fora nas eleições de 2014.
Os que defendem a imposição de limites referem que há vantagens em estender a todos os cargos electivos um limite. E argumentam que o partido não precisa de uma lei da República para o fazer: nas autárquicas, as candidaturas em concelhos 'ao lado' dos chamados 'dinossauros' foi uma decisão política da direcção.
Transpondo a regra para as europeias, a fasquia seria colocada não em três mas em dois mandatos consecutivos (totalizando dez anos de funções em Bruxelas), apurou o SOL. Isto deixaria de fora Ana Gomes, Capoulas Santos, Elisa Ferreira e Edite Estrela, que entraram no Parlamento Europeu em 2004.
O tema das listas às europeias saltou para a discussão pública esta semana com o lançamento do nome de José Sócrates.
No seu blogue pessoal, Ascenso Simões, ex-secretário de Estado e amigo do ex-primeiro-ministro, defendeu: “Se Sócrates não se quedar pelo mal interpretado desapego ao 'favor popular' e entender que o país lhe pode exigir um novo combate em Bruxelas e Estrasburgo, se o seu partido não se questionar, antecipadamente, sobre a mensuração de resultados, talvez possamos caminhar para uma surpresa e talvez possamos fazer das Europeias um tempo de debate e de interesse”.
'Sócrates puxa a votação do PS para baixo'
No Rato, a resposta é negativa: o nome do ex-líder não colhe simpatias. Alega-se que “Sócrates puxa a votação do PS para baixo”. Uma sondagem recente da Pitagórica para o i - que deu António Costa como o mais desejado para as presidenciais e José Sócrates como o mais rejeitado (com 60% de votos negativos) - sustenta aquele cálculo eleitoral.
Mas a direcção do PS está interessada em abrir a lista das europeias a independentes. Francisco Assis defendeu esta semana a inclusão de Rui Tavares, actual eurodeputado eleito pelo BE. A hipótese foi inviabilizada por Tavares que diz ao SOL que “é incapaz neste momento de votar no PS, quanto mais ser candidato”. Os socialistas estão a estudar outros nomes.
NO MOMENTO DE GRANDE DIFICULDADE NO PAIS LÁ VEM MAIS UM FATO DESTABILIZADOR: OS LUGARES...
E ASSIM "LÁ VAMOS CANTANDO E RINDO". A DIREITA AGRADECE.
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