Portugal deve pedir, "no mínimo dos mínimos", 40 anos para pagar a dívida, no quadro do fundo de redenção europeu
João Cravinho deita culpas à Alemanha pelo bloqueio político a alguns dos mecanismos europeus que podiam driblar a crise. O socialista põe especial fé no fundo de redenção da dívida, acreditando que Portugal não tem outra solução senão renegociá-la. Aplaude o reforço de poderes das instituições europeias, o exame à troika pelo Parlamento Europeu e lança críticas a Barroso, que diz "não ter estado à altura" do cargo. No plano nacional recorre à ironia para falar na necessidade de uma revisão constitucional. Com Cavaco Silva não tem meias palavras: "É fraco."
Disse há dias que estamos no caminho da implosão do euro. O risco é grande?
Se a Alemanha não mudar, se continuar a bloquear elementos institucionais extremamente importantes - para que se resolva o problema da dívida e se progrida, por exemplo, na união bancária, para que a própria Comissão Europeia saia do apagamento e da anulação quase total a que se remeteu nos últimos anos - é evidente que é impossível manter o euro. O clima é tal que, pelas eleições francesas [em 2016], será visível uma enorme fractura, com risco de implosão do euro.
Mas em tão curto prazo é possível mudar tudo?
A Alemanha tem feito enormes cedência, mas só em momentos em que a situação é insuportável. Lançou a ideia do fundo de redenção da dívida em grande parte para evitar que o Bundesbank viesse a entrar no mercado secundário. Em várias ocasiões foi cedendo, mas agora começa a haver uma agenda de bloqueamento bem nutrida. E a mudança não é a 180 graus, num determinado momento. É saber se se vão resolvendo os problemas.
As mudanças exigíveis são possíveis com Angela Merkel?
Acho que sim, mas pressionada pelo risco de ruína. A Alemanha só sai das suas posições sob o risco de ruína, mas essa situação começa a ganhar tal probabilidade que... os alemães ainda não estão preparados. A grande incógnita é se se está a preparar para isso.
Mas está a falar da saída do euro?
Sim. Mas antes que a situação saia do controlo e se torne caótica. Não se sabe se a Alemanha se irá inclinar para aí.
Disse há dias que estamos no caminho da implosão do euro. O risco é grande?
Se a Alemanha não mudar, se continuar a bloquear elementos institucionais extremamente importantes - para que se resolva o problema da dívida e se progrida, por exemplo, na união bancária, para que a própria Comissão Europeia saia do apagamento e da anulação quase total a que se remeteu nos últimos anos - é evidente que é impossível manter o euro. O clima é tal que, pelas eleições francesas [em 2016], será visível uma enorme fractura, com risco de implosão do euro.
Mas em tão curto prazo é possível mudar tudo?
A Alemanha tem feito enormes cedência, mas só em momentos em que a situação é insuportável. Lançou a ideia do fundo de redenção da dívida em grande parte para evitar que o Bundesbank viesse a entrar no mercado secundário. Em várias ocasiões foi cedendo, mas agora começa a haver uma agenda de bloqueamento bem nutrida. E a mudança não é a 180 graus, num determinado momento. É saber se se vão resolvendo os problemas.
As mudanças exigíveis são possíveis com Angela Merkel?
Acho que sim, mas pressionada pelo risco de ruína. A Alemanha só sai das suas posições sob o risco de ruína, mas essa situação começa a ganhar tal probabilidade que... os alemães ainda não estão preparados. A grande incógnita é se se está a preparar para isso.
Mas está a falar da saída do euro?
Sim. Mas antes que a situação saia do controlo e se torne caótica. Não se sabe se a Alemanha se irá inclinar para aí.
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