terça-feira, 12 de novembro de 2013

x-chefe de Estado acusa Cavaco de proteger o Governo e avisa que se Presidente não mudar de atitude país resvala para a violência.
Mário Soares voltou esta manhã a atacar o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas, bem como o Presidente da República, avisando que ou se muda políticas e comportamentos ou a violência "irromperá no país".
O ex-presidente da República do PS diz mesmo que se não houver uma "ruptura" e uma mudança de Governo, o país vai para "uma ditadura". No seu habitual artigo de opinião no Diário de Notícias, Mário Soares não poupa Cavaco Silva, a quem acusa de "proteger" Passos e Portas e de se arricar a não terminar o seu mandato ou, se terminar, "será muito mal".
Citando os avisos feitos recentemente pelo presidente do Conselho Económico e Social (CES) contra a austeridade, Mário Soares desafia Cavaco a seguir os conselhos dados pelo "amigo Silva Peneda", mudando de posição dado que "a troika e a austeridade estão esgotadas" e o "Governo está moribundo".
"Se o Presidente Cavaco Silva continuar a só ver Passos Coelho, Paulo Portas e os seus assessores, ignorando o país real, mais cedo ou mais tarde irromperá subitamente a violência neste país. É inevitável", avisa o ex-chefe de Estado, para quem a "protecção suspeita do Presidente" ao Governo tem vindo a destruir o prestígio" de Cavaco Silva.
Para Soares, Cavaco tornou-se "cúmplice - e responsável - do descalabro do país" e está numa situação em que "não pode sair à rua, nem sequer passear com medo de ser vaiado". Mais, diz o ex-presidente, "para fugir às dificuldades", Cavaco "tem andado a viajar e quase não fala".
Soares avisa que "a maioria" dos portugueses "odeia o Governo Passos Coelho, Paulo Portas" e sustenta que o Executivo só ainda não caiu porque é protegido por Cavaco. "O país está num impasse, sem saída. Não há qualquer estratégia. Tudo está parado e a incerteza quanto ao futuro é enorme", diz, acusando também o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, de estar "completamente desprestigiado".
Mário Soares voltou ainda a acusar Passos e Cavaco de "não respeitarem" a Constituição que juraram cumprir, "o que é muito grave".
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