A Unesco classificou esta quarta-feira, sem discussão, a dieta mediterrânica como Património Imaterial da Humanidade, no decorrer da 8.ª sessão do comité intergovernamental da organização, que decorre desde segunda-feira e até ao próximo sábado, dia 7, em Baku, capital do Azerbeijão.
A nova inscrição de Portugal na lista do património imaterial – a segunda, depois do fado, há dois anos – foi seguida em Baku por uma delegação encabeçada pelo presidente da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Botelho, que foi a cidade que elaborou a candidatura tendo em vista a herança milenar de património material e imaterial decorrente da presença neste território algarvio de vários povos e civilizações mediterrânicas, desde fenícios, romanos e islâmicos até ao povoamento português no século XIII.
Integraram também a delegação Jorge Queiroz, director do Museu Municipal de Tavira e coordenador da candidatura; João Begonha, chefe de gabinete da ministra da Agricultura (que patrocinou a candidatura), Victor Barros, coordenador da Comissão Nacional da Dieta Mediterrânica, e Rita Brasil, da representação portuguesa da Unesco.
A dieta mediterrânica estava entre a lista de 31 candidaturas que foram aceites, da lista inicial de 60, para serem consideradas pela Unesco na reunião que está a decorrer em Baku, e cuja abordagem se vai prolongar ainda pela sessão de amanhã, quinta-feira.
No projecto de decisão elaborado pela Unesco depois de analisada a candidatura portuguesa e dos restantes seis países mediterrânicos – e que foi apresentada na sede da organização em Paris em Março de 2012 –, é salientado que “a dieta mediterrânica envolve uma série de competências, conhecimentos, rituais, símbolos e tradições ligadas às colheitas, à safra, à pesca, à pecuária, à conservação, processamento, confecção e, em particular, à partilha e ao consumo dos alimentos. Comer em conjunto é a base da identidade cultural e da sobrevivência das comunidades por toda a bacia do Mediterrâneo. É um momento de convívio social e de comunicação, de afirmação e renovação da identidade de uma família, grupo ou comunidade".
A transmissão destes saberes e práticas de geração em geração na criação de uma identidade cultural e social, a sensibilização para a necessidade de consumir produtos saudáveis, a salvaguarda desta cultura através de medidas e legislação adequada foram outras razões apontadas para a classificação da dieta mediterrânica.
A passagem da dieta mediterrânica à lista do património da humanidade foi feita em dois minutros e sem objecções, depois de um debate demorado à volta de uma candidatura do Brasil. Disse em Baku o presidente da mesa que ninguém se opunha porque, na realidade, todos apreciam a comida dos países da bacia do Mediterrâneo: "Sem objecções porque todos gostam desta comida."
A classificação diz respeito a uma candidatura transnacional, apresentada por Portugal aliado à Croácia e Chipre, mas também à Espanha, Marrocos, Itália e Grécia – estes últimos quatro países tinham já os seus nomes e a dieta mediterrânica respectiva inscritos nos bens patrimoniais da Unesco desde 2010, mas associaram-se agora aos outros três numa candidatura renovada e mais abrangente.A nova inscrição de Portugal na lista do património imaterial – a segunda, depois do fado, há dois anos – foi seguida em Baku por uma delegação encabeçada pelo presidente da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Botelho, que foi a cidade que elaborou a candidatura tendo em vista a herança milenar de património material e imaterial decorrente da presença neste território algarvio de vários povos e civilizações mediterrânicas, desde fenícios, romanos e islâmicos até ao povoamento português no século XIII.
Integraram também a delegação Jorge Queiroz, director do Museu Municipal de Tavira e coordenador da candidatura; João Begonha, chefe de gabinete da ministra da Agricultura (que patrocinou a candidatura), Victor Barros, coordenador da Comissão Nacional da Dieta Mediterrânica, e Rita Brasil, da representação portuguesa da Unesco.
A dieta mediterrânica estava entre a lista de 31 candidaturas que foram aceites, da lista inicial de 60, para serem consideradas pela Unesco na reunião que está a decorrer em Baku, e cuja abordagem se vai prolongar ainda pela sessão de amanhã, quinta-feira.
No projecto de decisão elaborado pela Unesco depois de analisada a candidatura portuguesa e dos restantes seis países mediterrânicos – e que foi apresentada na sede da organização em Paris em Março de 2012 –, é salientado que “a dieta mediterrânica envolve uma série de competências, conhecimentos, rituais, símbolos e tradições ligadas às colheitas, à safra, à pesca, à pecuária, à conservação, processamento, confecção e, em particular, à partilha e ao consumo dos alimentos. Comer em conjunto é a base da identidade cultural e da sobrevivência das comunidades por toda a bacia do Mediterrâneo. É um momento de convívio social e de comunicação, de afirmação e renovação da identidade de uma família, grupo ou comunidade".
A transmissão destes saberes e práticas de geração em geração na criação de uma identidade cultural e social, a sensibilização para a necessidade de consumir produtos saudáveis, a salvaguarda desta cultura através de medidas e legislação adequada foram outras razões apontadas para a classificação da dieta mediterrânica.
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