Processos judiciais de Câmara de Gaia podem levar a incumprimento do memorando
A Câmara de Gaia é atualmente arguida em 64 processos judiciais, envolvendo um montante indemnizatório de 62 milhões de euros que podem levar ao incumprimento por Portugal do memorando de entendimento e à falência do município.
Os créditos relativos à indemnização devida no processo que opôs a autarquia à Cimpor foram vendidos a uma sociedade luxemburguesa, Drylux Investment, que vem agora "exigir o pagamento da dívida de 30 milhões" o que "pode ser a diferença para cumprir ou não o memorando da troika", alertou hoje o presidente da câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues.
Numa carta dirigida ao ministério das Finanças, a que a Lusa teve acesso, a sociedade Drylux refere que o município de Gaia "não procedeu voluntariamente, no prazo legalmente fixado, ao pagamento do valor a que foi condenado" e invoca mesmo os compromissos assumidos no memorando de entendimento.
Numa carta dirigida ao ministério das Finanças, a que a Lusa teve acesso, a sociedade Drylux refere que o município de Gaia "não procedeu voluntariamente, no prazo legalmente fixado, ao pagamento do valor a que foi condenado" e invoca mesmo os compromissos assumidos no memorando de entendimento.
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