terça-feira, 1 de julho de 2008

MILAGRE?

Foi, há meses, notícia de jornais e televisões o caso de uma funcionária de uma Junta de Freguesia do Concelho de Ponte de Lima que, contrariamente ao parecer do seu médico, não apresentava razões de saúde suficientemente graves para ver deferida a sua pretensão de reforma antecipada, isto no entender das sucessivas Juntas Médicas a que foi submetida.
A Junta de Freguesia ter-lhe-á pago o vencimento durante algum tempo, embora ela não prestasse serviço.
Noticia hoje o JN que a funcionária já se encontra restabelecida, atribuindo-se as suas melhoras, que evoluiram "a olhos vistos", a um milagre no Dia do Corpo de Deus, numa igreja de Braga.
"Já não usa o colar cervical, nem a braçadeira no braço nem a cinta lombar. Já consegue andar mais ou menos, já conduz, está bem melhor", diz o pai da funcionária, segundo o JN.
O presidente da Junta é que parece não estar muito satisfeito com o milagre, pelo que mandou instaurar-lhe um processo disciplinar, "por alegado incumprimento da legislação laboral, que poderá conduzir ao seu despedimento", acrescenta a JN.

Tudo isto tem uma explicação ou, afinal, ainda há milagres? Vamos ter mais uma "santinha"?
Vou gostar de saber como evolui o caso.

6 comentários:

Anónimo disse...

É melhor começar a pensar em contactar o Cardeal Martins, o dos santos, para ele abrir já um processo de beatificação.

MFerrer disse...

É que não foi só a media que fez uma campanha pela "doente terminal". O PR saiu da toca e exigiu que o governo tomasse as medias necessárias à reforma da incapacitada...
E o Ministro das Finanças teve que fazer uma declaração para acalmar o País.
Felizmente o Cavaco pediu ao Papa mais santos portugueses...
MFerrer

Anónimo disse...

Como se chama a santa? E o seu médico, que vai dizer agora? Vai depôr para a santificação?

MFerrer disse...

O médico?
Esse vai requerer para si a autoria do milagre.
Teremos assim, de uma assentada, uma milagrada e um milagreiro!
Se se juntarem podemos vir a ter ainda mil-agrados!
...esta língua portuguesa!
Razão tem a Srª. Drª. Contabilista em defender a função reprodutiva do casamento em desfavor da recreativa. De facto não carecemos da segunda. Basta-nos ouvi-la!
MFerrer

R. da Cunha disse...

O médico não deve ter gostado do milagre, pois fica sem doente. E segundo o JN de hoje, "as baixas foram passadas pela sua médica de família, por sinal, mulher do secretário daquela autarquia".
Há aqui muita coisa que não bate certo.

R. da Cunha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.