quarta-feira, 7 de julho de 2010
PT, GOLDEN SHARE E OUTROS INTERESSES
Muito se tem escrito, inclusive aqui, sobre o uso da golden share que o governo detém na PT para abortar a OPA da Telefónica sobre a Vivo. Há algo que me escapa, sobre o interesse imediato do BES, da Ongoing e outos accionistas em que a venda fosse efectivada. Quem detém a participação sobre a Vivo, é a PT e não os accionistas da PT; se a operação fosse avante, quem fazia o encaixe era a PT; os meios assim obtidos eram destinados a quê? a serem distribuidos pelos accionistas, delapidando a PT, que ficaria sem qualquer valor de mercado? Ficavam em reservas ou em stand by até serem aplicados? A PT tinha um plano para a hipótese de a OPA resultar? Qual? Admito que o BES do dr. Ricardo Salgado esteja aflito. Só não entendo é como é que a venda da Vivo iriria resolver os seus problemas de recursos financeiros. E se a CE vier a considerar "ilegal" a golden share, isso tem efeitos retroactivos? A CE não é conhecedora de tal golden share, como existem noutros países? Ou elas existem só para enfeite e não para utilização? E, se para utilização, em que moldes e em que circunstâncias? Andamos todos a fazer de conta? Ignoro o que se vai passar, mas tendo em concordar com a posição do governo português, ao defender os interesses de uma empresa estratégica nacional, mesmo em detrimento de interesses particulares de alguns, que, aliás, não diviso. Alguém me ajuda a entender os "negócios" em causa?
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