ELOGIO DA LUA
Viva o desperdício que é o Poema
Viv’o déficit p’ra que contribui
Viva sua rima, metro e tema
E viva o Génio que só nele flui.
Viva mil anos vezes muitos mil
O Verbo que sem verba canta
Vergonha feia ao contável vil
Que tudo ignora dessa lida santa.
Não é leve canto este canto chão
É um rancor d’alma revoltada
Pois Poesia é Civilização
Orçamento é pouco mais que nada
Podemos passar fome esganada
Mas temos bué da Luz no Coração.
1 comentário:
Pois venham mais poemas ou poeminhas, bués ou não, para nos distrairmos desta crise sem fim â vista.
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