terça-feira, 9 de novembro de 2010

ELOGIO DO DÉFICIT

ELOGIO DA LUA

Viva o desperdício que é o Poema

Viv’o déficit p’ra que contribui

Viva sua rima, metro e tema

E viva o Génio que só nele flui.

Viva mil anos vezes muitos mil

O Verbo que sem verba canta

Vergonha feia ao contável vil

Que tudo ignora dessa lida santa.

Não é leve canto este canto chão

É um rancor d’alma revoltada

Pois Poesia é Civilização

Orçamento é pouco mais que nada

Podemos passar fome esganada

Mas temos bué da Luz no Coração.

Paulo Ferreira da Cunha

1 comentário:

R. da Cunha disse...

Pois venham mais poemas ou poeminhas, bués ou não, para nos distrairmos desta crise sem fim â vista.