Estamos doentes, temos que o reconhecer;
e há remédios piores que os males.
Seria de os voluntaristas de murro na
mesa (e pior), esses que querem pseudosoluções bombásticas e radicais,
pensassem que, se essas pseudosoluções resultassem alguma coisa, os moderados
já as teria tomado - por prudência.
Em grande medida, serão só vozeirões para
acariciar egos... Sem consequências maiores que a bravata. Mas outros há que
podem ser perigosos, embora em muitos casos autoiludidos por uma bruma no olhos
que já vivemos nos anos 30 do século passado...
Cuidado! Os regimes e os sistemas
políticos (duas coisas diferentes) não são fatos de que se troque impunemente.
São precisas sobretudo pessoas honestas, competentes e leais à Constituição.
Não seria pedir muito, se não houvesse instalados, que nem sempre acumulam dos três
requisitos... e que sabem que, para si (para si apenas), chega. E chega bem.
Conclusão: é preciso tentar regenerar os
partidos que temos. Esperemos que eles se deixem regenerar... É que essa
parecer ser a única e última oportunidade de sobreviverem. Porque os furiosos
de murro na mesa, e pior, não os pouparão se tiverem oportunidade de os
eliminar. Porque eles, como sempre, fazem parte do conjunto de bodes expiatórios
a sacrificar se vier uma ditadora, mais ou menos subtil.
A regeneração do nosso espectro
partidário seria uma revolução cultural profunda. Tememos é que os aparatchiks a não permitam, e portanto
não lhes auguro também grande futuro, porque não serão poupados por quem vier a
seguir... Mas é a cegueira de quem julga que os regimes são eternos... O mal é
que todos certamente pereceremos.Se não soubermos trabalhar as alternativas...
e evitar o advento dos vampiros.

2 comentários:
E quem regenera? Os os estão? Como se toma de assalto um baluarte bem defendido?
Belas perguntas... Não tenho respostas...
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