quarta-feira, 25 de julho de 2012

Diagnóstico político (precoce?)



Estamos doentes, temos que o reconhecer; e há remédios piores que os males.

Seria de os voluntaristas de murro na mesa (e pior), esses que querem pseudosoluções bombásticas e radicais, pensassem que, se essas pseudosoluções resultassem alguma coisa, os moderados já as teria tomado - por prudência. 

Em grande medida, serão só vozeirões para acariciar egos... Sem consequências maiores que a bravata. Mas outros há que podem ser perigosos, embora em muitos casos autoiludidos por uma bruma no olhos que já vivemos nos anos 30 do século passado...

Cuidado! Os regimes e os sistemas políticos (duas coisas diferentes) não são fatos de que se troque impunemente. 
São precisas sobretudo pessoas honestas, competentes e leais à Constituição. Não seria pedir muito, se não houvesse instalados, que nem sempre acumulam dos três requisitos... e que sabem que, para si (para si apenas), chega. E chega bem.
Conclusão: é preciso tentar regenerar os partidos que temos. Esperemos que eles se deixem regenerar... É que essa parecer ser a única e última oportunidade de sobreviverem. Porque os furiosos de murro na mesa, e pior, não os pouparão se tiverem oportunidade de os eliminar. Porque eles, como sempre, fazem parte do conjunto de bodes expiatórios a sacrificar se vier uma ditadora, mais ou menos subtil.
A regeneração do nosso espectro partidário seria uma revolução cultural profunda. Tememos é que os aparatchiks a não permitam, e portanto não lhes auguro também grande futuro, porque não serão poupados por quem vier a seguir... Mas é a cegueira de quem julga que os regimes são eternos... O mal é que todos certamente pereceremos.Se não soubermos trabalhar as alternativas... e evitar o advento dos vampiros.



2 comentários:

R. da Cunha disse...

E quem regenera? Os os estão? Como se toma de assalto um baluarte bem defendido?

pfc disse...

Belas perguntas... Não tenho respostas...