sexta-feira, 10 de agosto de 2012

ISTO É DO MAIS RASTEIRO QUE EXISTE EM POLITICA.
ESTA SENHORA TEM O DIREITO DE MUDAR DE IDEOLOGIA SEMPRE QUE QUEIRA.
DEPOIS DE MILITAR TANTOS ANOS (UMA VIDA) NO PCP E SER ELEMENTO DE TOTAL CONFIANÇA, NUNCA SE LEMBROU DE DENUNCIAR CRIMES DESTA NATUREZA.
AGORA QUE HÁ UM PROBLEMA AINDA NÃO TOTALMENTE ESCLARECIDO LÁ VEM ELA DAR UMA MÃOZINHA AO GOVERNO.
SE SABIA DISTO, DEVIA NA ALTURA DENUNCIAR, POIS TRATAVA-SE DA SEGURANÇA DO ESTADO DE DIREITO E ERA UMA QUESTÃO NACIONAL E PATRIOTICA.
É POR ESTAS E POR OUTRAS QUE OS POLÍTICOS PORTUGUESES, NÃO TODOS, TÊM A CREDIBILIDADE QUE MERECEM.

PARA MEMORIA FUTURA:

Seabra volta a irritar o PCP

10 de Agosto, 2012por Helena Pereira
Denúncia de escutas no Estado, nos anos 80, reabre ódio antigo. Antiga FNAC, do chamado ‘barão vermelho’, está no centro da polémica.
O ‘barão vermelho’ está no centro de uma nova polémica. Zita Seabra, ex-dirigente comunista expulsa em 1988, revelou que a antiga FNAC (Fábrica Nacional de Ar Condicionado), do empresário Alexandre Alves, servia para o PCP colocar microfones em gabinetes do Governo na década de 80. Ao SOL, o PCP responde que «essa pessoa não merece qualquer crédito».A FNAC era «uma empresa estratégica» e «simpática» para o PCP – afirmou Zita Seabra, esta quarta-feira à noite, na SIC Notícias. A editora e ex-deputada do PSD acusou ainda que a FNAC era financiada pela então RDA (República Democrática da Alemanha), «não por fabricar ares condicionados», mas porque permitia «colocar microfones» em «sítios nevrálgicos» e «órgãos de poder» onde tinha fácil acesso, uma vez que funcionários da FNAC entravam «em tudo o que era gabinetes».
Estas declarações dizem respeito a um período de grande efervescência política. A FNAC operou entre 1978 e 1994, atravessando, assim, uma série de governos de curta duração, como o de Carlos Mota Pinto, Maria de Lurdes Pintasilgo, Sá Carneiro, Pinto Balsemão e Mário Soares.
As palavras da ex-dirigente comunista voltaram a irritar o PCP. O problema não é só o assunto polémico, mas a origem de tais declarações. Zita Seabra é persona non grata no partido._
Questionado pelo SOL, o PCP respondeu, em nota escrita: «As afirmações dessa pessoa, nesta como noutras matérias, não merecem qualquer crédito ou comentário».
Contactado pelo SOL, Alexandre Alves – que esta semana esteve sob os holofotes, depois de o Governo ter suspendido o apoio do QREN ao seu projecto de uma fábrica de painéis solares em Abrantes – respondeu que a história «é absurdamente falsa» e uma «invenção». E acrescentou que a FNAC fabricava e vendia aparelhos de ar condicionado, mas não os instalava. Para o empresário, Zita Seabra «vendeu-se» ao PSD e esta história «resulta da questão do QREN».
helena.pereira@sol.pt


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