terça-feira, 18 de setembro de 2012

A Plataforma pela Educação defendeu uma greve de uma semana nas escolas, apelando aos sindicatos do setor para que ouçam e adiram às propostas dos movimentos que congregam professores.

Carlos Gomes, membro da plataforma, disse à Agência Lusa que os sindicatos têm que deixar de estar "fechados" aos movimentos sociais que se organizam de forma inorgânica.
"Estas estruturas não querem perceber que há uma realidade nova, que as pessoas se querem indignar e manifestar mais livremente, sem compromissos com partidos ou sindicatos. Ou aceitam este desafio das pessoas ou vão continuar presos na sua lógica, sem dar resposta às preocupações das pessoas", afirmou Carlos Gomes, à margem de uma vigília que ao início da noite congregou cerca de uma centena de pessoas frente à Assembleia da República.
Numa moção aprovada pelos presentes, defende-se que "as escolas devem parar durante uma semana", repartindo os dias por cada ciclo de ensino e culminando numa greve nacional da função pública.
A vigília de hoje foi a segunda organizada pela plataforma, que contesta sobretudo a revisão curricular do ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, considerando que "é o grande problema" que resultou no desemprego para muitos professores contratados.
Carlos Gomes procurou animar os poucos professores que compareceram, salientando que é uma "corrida de fundo" contra as medidas do governo PSD/CDS-PP, cuja queda também reclamam.
Belandina Vaz, professora do movimento de professores contratados e uma das organizadoras das manifestações que no sábado trouxeram centenas de milhares de portugueses para a rua contra as medidas de austeridade, afirmou no microfone aberto que esperava "muitos mais" hoje em São Bento.
"Não sei se estão em casa ou se ficaram a dormir", ironizou, repetindo os apelos para a demissão do ministro da Educação e do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelhos.
"Crato escolheu diminuir a qualidade do ensino, prejudicando alunos e pais, tudo para poder despedir milhares de professores, obedecendo às Finanças e à 'troika'", lê-se no texto da moção.

iSTO NÃO VAI PARAR.

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