Por Margarida Bon de Sousa , publicado em 26 Set 2012 - 12:30 | Actualizado há 1 hora 49 minutos
Questão tem sido reiteradamente discutida com a troika. Passos será um dos grandes defensores
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está, por enquanto, fora da esfera das empresas a privatizar em Portugal. A empresa tem sido reiteradamente colocada em cima da mesa das reuniões entre o executivo português e a troika como uma das jóias da coroa a serem vendidas, embora o i saiba que, neste momento, a hipótese deixou de estar em cima da mesa. O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, será um dos grandes defensores desta alienação.
Mas a questão não está totalmente posta de parte, podendo voltar a ser debatida na próxima avaliação com os credores de Portugal, prevista para Outubro. Contudo, é dado como adquirido que não é actualmente uma prioridade, nem para este nem para o próximo ano.
No último debate quinzenal, sexta-feira passada, o primeiro-ministro foi bastante pressionado sobre esta questão, tendo-se mostrado sempre evasivo. Mas, depois de muita insistência, acabou por referir que esta privatização não estava nos planos do executivo.
Uma eventual privatização parcial da CGD, segundo contas do “Diário Económico”, faria crescer a fatia da banca nacional detida por investidores estrangeiros para perto de 40%.
Dos mais de 500 mil milhões de euros de activo detido pelos bancos em Portugal, 169 mil milhões estão já hoje nas mãos de investidores estrangeiros, se tivermos em conta a presença de investidores não nacionais no capital do sector. Essa fatia subirá para mais de 193 mil milhões, ou seja, cerca de 39%, no caso de avançar uma privatização parcial da CGD.
Recorde-se que o Banco do Brasil fez saber ao governo do seu interesse em participar numa privatização parcial do banco estatal com 20% do capital, tendo sido avançada a hipótese de a venda ascender a 40% do capital do banco presidido por Faria de Oliveira.
A alienação do banco estatal foi fortemente criticada no sábado pelo secretário-geral do Partido Socialista. António José Seguro disse que “há fronteiras que não podem ser ultrapassadas” ao reafirmar a sua oposição à eventual privatização desta instituição financeira, a única que ainda é detida a 100% pelo Estado.
“Não ouse privatizar a CGD porque terá o PS e, estou certo, a grande maioria dos portugueses pela frente, que não aceitarão a privatização do único banco público que existe em Portugal’”, acrescentou Seguro.
Segundo fontes contactadas pelo i, o governo terá pedido uma avaliação à consultora internacional Deloitte sobre quanto poderá valer o banco público.
O PS TEM DE ESTAR TODOS OS DIAS EM CIMA DAS PRIVATIZAÇÕES.
A CGD, CTT, ÁGUAS E TAP SÃO PRIVATIZAÇÕES AO DESBARATO QUE O FMI QUER VER REALIZADAS URGENTAMENTE, MAS QUE RETIRAM A PORTUGAL SETORES ESTRATÉGICOS. NÃO NOS PODEMOS CALAR. NÃO NOS PODEMOS DISTRAIR.
A DIREITA NEOLIBERAL PRETENDE AMARRAR O PS A MAIS ESTA REVISÃO DA TROIKA SEM TER SIDO OUVIDO. CUMPRIR COMPROMISSO DEPOIS DE 5 REVISÕES E COM TODAS AS ALTERAÇÕES NA UE NÃO SÃO DE CONSIDERAR.
O PS CUMPRE ATÉ ONDE FOR POSSIVEL E OBRIGATÓRIO.
O GOVERNO DE GESTÃO DE S´ÓCRATES E DO PS FOI OBRIGADO PELO PR E PELA OPOSIÇÃO A ASSINAR O MEMORANDO DE ENTENDIMENTO ONDE PARTICIPARAM O CDS E O PSD. PORQUE FALAM SEMPRE NO GOVERNO ANTERIOR?
NESSA ALTURA NINGUÉM SE PREOCUPOU COM ELEIÇÕES.
NESSA ALTURA NINGUÉM SE PREOCUPOU EM DEITAR O GOVERNO ABAIXO.
AGORA QUEREM O PS AMARRADO A AUSTERIDADE E À DESGRAÇA QUE AÍ VEM.
AINDA ACREDITO NO SECRETÁRIO GERAL DO PS E NA ACTUAL DIREÇÃO. MAS SOU COMO SÃO TOMÉ: VER POARA CRER.
O QUE O GOVERNO DA DIREITA ESTÁ A FAZER É CRIMINOSO.
SACRIFICA O POVO E OS TRABALHADORES SEM RESULTADOS. ESTAMOS MUITO PIORES E VAI CONTINUAR.
Carlos Pinto
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