Presidente da PT acusa Europa de não ser solidária e pede 'voz grossa' a Portugal
5 de Novembro, 2012
O presidente do Grupo PT, Henrique Granadeiro, disse hoje, em Santarém, que a Europa não tem sabido ser solidária e que está paralisada porque tem sido dirigida por um «bando de patetas», pedindo a Portugal «voz grossa». Henrique Granadeiro foi o convidado do semanário regional 'O Mirante' para falar sobre o futuro da Europa, numa sessão com estudantes da Escola Superior de Gestão e Tecnologias de Santarém, promovida no âmbito das comemorações dos 25 anos do jornal.
«Não sabemos neste momento qual é o desígnio da Europa», afirmou, lamentando que, ao invés das receadas duas velocidades, se verifiquem hoje «muitas velocidades» e que, ao contrário de um directório, a Europa esteja a ser comandada «por uma senhora que decide as agendas sozinha», na véspera dos conselhos.
Henrique Granadeiro apelou a que a Alemanha, que já esteve na origem de duas guerras mundiais, «não ceda à tentação da vaidade e do domínio para fazer mais uma patifaria à Europa».
Questionado por um jovem sobre se Portugal deveria sair da União Europeia, o presidente da PT afirmou que a adesão à UE permitiu um grande desenvolvimento do país, lamentando apenas que não tenha correspondido à expectativa de um espaço solidário.
Henrique Granadeiro referiu o facto de, com a criação do euro, os Estados terem prescindido das suas políticas monetárias e cambiais [que lhes permitiriam agir em situações de crise como a que Portugal atravessa] sem que a UE adoptasse «modelos de gestão para fazer face a uma assimetria como a que se veio a verificar».
Deu como exemplo a criação do dólar nos Estados Unidos da América, que demorou 30 anos a impor-se, para dizer que os problemas com a criação de moedas são naturais.
«O que não é natural é a paralisia», disse, sublinhando que nos Estados Unidos também há assimetrias entre Estados, mas que, em situação de crise, «há solidariedade».
«É preciso que a Europa devolva em medidas de gestão do euro o que nós transferimos em política monetária e cambial», defendeu, destacando: «Temos que resolver os nossos problemas, mas não resolvemos sem a Europa resolver [a sua própria crise] e não é por esta via».
Henrique Granadeiro apelou às autoridades portugueses para não serem «tão dóceis» e para fazerem «voz grossa e não suplicante, porque ninguém vai ter pena» de Portugal.
Questionado sobre se os 'eurobonds' seriam uma solução para a crise da dívida europeia, o presidente do Grupo PT considerou que esse pode ser «um dos caminhos», mas não a curto prazo.
Henrique Granadeiro lembrou que, aquando da unificação alemã, foram os europeus no seu conjunto que financiaram a reestruturação da dívida daquele país, que beneficiou de um perdão, de um escalonamento a 30 anos e de taxas de juro baixas.
A SENHORA MERKEL E ALGUNS COMENTADORES E POLITICOS PORTUGUESES DEVIAM LER ISTO PARA NÃO DIZEREM DISPARATES.
«Não sabemos neste momento qual é o desígnio da Europa», afirmou, lamentando que, ao invés das receadas duas velocidades, se verifiquem hoje «muitas velocidades» e que, ao contrário de um directório, a Europa esteja a ser comandada «por uma senhora que decide as agendas sozinha», na véspera dos conselhos.
Henrique Granadeiro apelou a que a Alemanha, que já esteve na origem de duas guerras mundiais, «não ceda à tentação da vaidade e do domínio para fazer mais uma patifaria à Europa».
Questionado por um jovem sobre se Portugal deveria sair da União Europeia, o presidente da PT afirmou que a adesão à UE permitiu um grande desenvolvimento do país, lamentando apenas que não tenha correspondido à expectativa de um espaço solidário.
Henrique Granadeiro referiu o facto de, com a criação do euro, os Estados terem prescindido das suas políticas monetárias e cambiais [que lhes permitiriam agir em situações de crise como a que Portugal atravessa] sem que a UE adoptasse «modelos de gestão para fazer face a uma assimetria como a que se veio a verificar».
Deu como exemplo a criação do dólar nos Estados Unidos da América, que demorou 30 anos a impor-se, para dizer que os problemas com a criação de moedas são naturais.
«O que não é natural é a paralisia», disse, sublinhando que nos Estados Unidos também há assimetrias entre Estados, mas que, em situação de crise, «há solidariedade».
«É preciso que a Europa devolva em medidas de gestão do euro o que nós transferimos em política monetária e cambial», defendeu, destacando: «Temos que resolver os nossos problemas, mas não resolvemos sem a Europa resolver [a sua própria crise] e não é por esta via».
Henrique Granadeiro apelou às autoridades portugueses para não serem «tão dóceis» e para fazerem «voz grossa e não suplicante, porque ninguém vai ter pena» de Portugal.
Questionado sobre se os 'eurobonds' seriam uma solução para a crise da dívida europeia, o presidente do Grupo PT considerou que esse pode ser «um dos caminhos», mas não a curto prazo.
Henrique Granadeiro lembrou que, aquando da unificação alemã, foram os europeus no seu conjunto que financiaram a reestruturação da dívida daquele país, que beneficiou de um perdão, de um escalonamento a 30 anos e de taxas de juro baixas.
A SENHORA MERKEL E ALGUNS COMENTADORES E POLITICOS PORTUGUESES DEVIAM LER ISTO PARA NÃO DIZEREM DISPARATES.
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